quinta-feira, 7 de outubro de 2010

"Libertando os afetos"

Certo dia, num final de inverno, quando as flores da primavera começavam o seu sublime trabalho de recobrir os campos ressecados pelo rigor do inverno, aquela alma generosa deixava o corpo físico.

A despedida foi dolorosa. As mãos quentes dos que ficaram desejavam reter aquele corpo hirto, sem vida, sem movimento.

Inconformados perguntavam: por que justo ele, que era tão gentil e carinhoso com todos?

Por que justamente ele, que sabia falar e calar, consolar e distribuir entusiasmo à sua volta?

Por que ele, que era um bom filho, bom irmão, bom esposo e bom pai?

Por que Deus o levou?

Por que não levou os criminosos renitentes, os corruptos inveterados, os estelionatários, os infiéis, enfim, porque não levou os homens que degradam a sociedade?

A resposta para todos esses questionamentos é muito simples.

Consideremos que a vida na Terra é uma oportunidade de crescimento para o espírito imortal.

A existência, no corpo físico, é uma experiência necessária para que o espírito progrida na conquista de sua felicidade.

Seria, por assim dizer, um tipo de prisão, onde ele pode quitar suas dívidas para com as leis divinas e conquistar novas virtudes.

Assim sendo, quem tem poucos débitos liberta-se antes. Quem tem menos compromissos libera-se deles em menor tempo.

Dessa forma, por que queremos que o nosso ente caro permaneça no cárcere se já recebeu o alvará de soltura?

Não seria justo, nem do ponto de vista ético nem do racional.

Não queremos dizer com isto que todos os que se libertam antes são menos devedores, pois essa não é a realidade.

Como sabemos, muitos partem antes do tempo por imprevidência ou pelos abusos de toda ordem.

O que gostaríamos de enfatizar é que aqueles que partem naturalmente, pelos meios estabelecidos pela divindade, sem a intervenção egoísta do homem, podem estar recebendo sua carta de alforria, e por essa razão alçam vôo antes de nós.

Morrer, para o justo, é libertar-se. É matar a saudade dos afetos que o antecederam na viagem de volta. É receber as glórias da vitória por ter vencido mais uma etapa no mundo físico.

E morrer, para o injusto, é deparar-se com o tribunal da própria consciência a acusá-lo por não ter sido corajoso o bastante para vencer-se a si mesmo, e por não ter logrado conquistar mais virtudes.

É por essa razão que não devemos lamentar a morte dos justos, mas sim a daqueles que desperdiçam a existência buscando o gozo exclusivo do corpo, sem pensar no espírito, único que sobrevive além da aduana do túmulo.

***

Certo dia, num final de inverno, quando as flores da primavera começavam o seu sublime trabalho de recobrir os campos ressecados pelo rigor do inverno, aquela alma generosa deixava o corpo físico.

Seria o fim?

Não. É apenas o crepúsculo de uma existência que se encerra, e a aurora de uma nova etapa que se inicia, na Vida que nunca cessa.



(Redação do momento Espírita)

terça-feira, 5 de outubro de 2010

"TODA CRENÇA é RESPEITAVEL"

No entanto, se buscaste a Doutrina Espírita, não lhe negues fidelidade.

Toda religião é sublime.

No entanto, só a Doutrina Espírita consegue explicar-te os fenômenos mediúnicos em que toda religião se baseia.

Toda religião é santa nas intenções.

No entanto, só a Doutrina Espírita pode guiar-te na solução dos problemas do destino e da dor.

Toda religião auxilia.

No entanto, só a Doutrina Espírita é capaz de exonerar-te do pavor ilusório do inferno, que apenas subsiste na consciência culpada.

Toda religião é conforto na morte.

No entanto, só a Doutrina Espírita é suscetível de descerrar a continuidade da vida, além do sepulcro.

Toda religião apregoa o bem como preço do paraíso aos seus profitentes.

No entanto, só a Doutrina Espírita estabelece a caridade incondicional como simples dever.

Toda religião exorciza os Espíritos infelizes.

No entanto, só a Doutrina Espírita s dispõe a abraçá-los, como a doentes, neles reconhecendo as próprias criaturas humanas desencarnadas, em outras faixas de evolução.

Toda religião educa sempre.

No entanto, só a Doutrina Espírita é aquela em que se permite o livre exame, com o sentimento livre de compressões dogmáticas, para que a fé contemple a razão, face a face.

Toda religião fala de penas e recompensas.

No entanto, só a Doutrina Espírita elucida que todos colheremos conforme a plantação que tenhamos lançado à vida, sem qualquer privilégio na Justiça Divina.

Toda religião erguida em princípios nobres, mesmo as que vigem nos outros continentes, embora nos pareçam estranhas, guardam a essência cristã.

No entanto, só a Doutrina Espírita nos oferece a chave precisa para a verdadeira interpretação do Evangelho.

Porque a Doutrina Espírita é em si a liberalidade e o entendimento, há quem julgue seja ela obrigada a misturar-se com todas as aventuras marginais e com todos os exotismos, sob pena de fugir aos impositivos da fraternidade que veicula.

Dignifica, assim, a Doutrina que te consola e liberta, vigiando-lhe a pureza e a simplicidade, para que não colabores, sem perceber, nos vícios da ignorância e nos crimes do pensamento.

“Espírita” deve ser o teu caráter, ainda mesmo te sintas em reajuste, depois da queda.

“Espírita” deve ser tua conduta, ainda mesmo que estejas em duras experiências.

“Espírita” deve ser nome de teu nome, ainda mesmo respires em aflitivos combates contigo mesmo.

“Espírita” deve ser o claro objetivo de tua instituição, ainda mesmo que, por isso, te faltem as passageiras subvenções e honrarias terrestres.

Doutrina Espírita quer dizer Doutrina do Cristo.

E a Doutrina do Cristo é a doutrina do aperfeiçoamento moral em todos os mundos.

Guarda-a, pois, na existência, como sendo a tua responsabilidade mais alta, porque dia virá em que serás naturalmente convidado a prestar-lhe contas.

Emmanuel ('Religião dos Espíritos' – Chico Xavier)

domingo, 3 de outubro de 2010

PAULO E Estevão (sétima e ultima parte)

Cap. XXII - Discurso de Paulo em sua defesa.
· A multidão parou para escutá-lo, ele lhes conta a sua vida, da fidelidade ao judaísmo, do fanatismo, do erro que havia cometido com Estevão, da passagem de Damasco, da conversão e da missão de evangelizar os pagãos que lhe fora mostrada dentro do templo judeu
· Quando iria falar das suas relações com o mundo espiritual donde recebia mensagens do mestre, a multidão se rebela
· O tribuno manda prender Paulo e ordena que o interroguem debaixo de açoites para saber porque gritavam tanto contra ele
· Paulo se identifica como sendo cidadão romano, o tribuno lhe pergunta se foi preciso muito dinheiro para que conseguisse o título. Paulo lhe informa que esse título havia herdado de nascença
· O tribuno reuniu os chefes dos sacerdotes e todo o sinédrio para saber o motivo da acusação de Paulo, apresentando-o à todos
Cap. XXIII - Paulo é entregue ao Sinédrio para apuração dos fatos
· Sua irmã Dalila e seu sobrinho Estefânio conseguem entrar para vê-lo
· Mais uma vez Paulo tinha que dar o testemunho do Evangelho. O sumo sacerdote que presidia a sessão chamava-se Ananias. (Acaso? Ironia? Destino? Jeziel?) Paulo se dirige a eles com respeito para justificar-se em nome de Deus. Ananias manda bater em sua boca, por não permitir abusos em lugar santificado, ainda mais usando o nome de Deus
· Paulo lhe diz: - conheço as leis que o tornaram Executor, se estava ali para julgar, como poderia mandar lhe ferir.
· Ananias não gostando manda lhe bater novamente. Paulo ainda tenta lhe explicar melhor, mas a confusão era tamanha que ninguém mais se ouvia.
· Foi então que o tribuno romano Cláudio Lísias adverte que Paulo não tinha mal nenhum e que ele fosse novamente para a prisão
· Jesus fala a Paulo: - Tenha confiança, como deu seu testemunho em Jerusalém, também o dará em Roma. Paulo retoma suas forças
· O sobrinho de Paulo Estefânio, sabendo da trama dos judeus (queriam matar Paulo quando este fosse novamente ao tribunal) foi contar a ele. Paulo pede para que um guarda conduzisse Estefânio até o tribuno Cláudio Lísias. Lá chegando, conta-lhe que os judeus pediriam para levar Paulo no dia seguinte para que pudessem examiná-lo melhor, e pede que não acreditasse pois eles haviam jurados sob anátema (maldição divina) em jejuar até que o matassem
· Cláudio Lísias chamou 2 de seus guardas e ordenou que Paulo fosse transferido para Cesaréia com forte esquema de tropa até Felix. Cláudio escreve uma carta para Félix dizendo a eles o que havia acontecido e que Paulo era cidadão romano e não teria feito nada de ilegal que o problema era com a lei dos judeus
· Quando Félix lê a carta pede para Paulo dizer de onde ele vinha e que só iria escutá-lo quando os acusadores chegassem. Paulo fica preso
Cap. XXIV - Os acusadores chegam
· Acusam de ser o principal defensor da seita dos nazarenos e promotor de sedições entre todos
· Paulo se defende dizendo que servia a Deus de nossos pais, crendo em tudo quanto estava escrito na lei e nos profetas
· Félix diz que quando o tribuno Lísias chegasse se inteiraria melhor no assunto e manda prender Paulo novamente proibindo que recebesse visita


FINAL

sábado, 2 de outubro de 2010

Paulo e Estevão (sexta parte)

Cap.XX - Paulo ficou muito triste em ver seus amigos sofrendo por sua causa
· João lhe diz que a causa era de Cristo e não dele
· Paulo é quem deveria escrever o Evangelho, as recordações de Maria, mas sentindo que sua partida estaria próxima disse a João que se caso não voltasse, mandaria um companheiro para escrever (Lucas)
· Permaneceu 2 anos e meio preso em Éfeso, e de lá escrevia cartas às outras cidades
· Seus companheiros se espalham e é feita a expansão e a vitalidade do Evangelho
· Em Troas, no 1o. dia da semana (dia que Jesus ressuscitou, marca compreensão a respeito do homem e da vida, pois o projeto vivido por Jesus não é o caminho aprovado por Deus, e é através da morte que se encontra a vida), estavam todos os discípulos reunidos para partir o pão e despedir-se de Paulo que viajaria no dia seguinte, quando um menino cai da janela do 3o. andar( tomado por sono profundo que lhe veio enquanto escutava o discurso de Paulo). Todos pensavam que ele estivesse morto e Paulo o ressuscita e diz não se preocupem porque ele está vivo
· Paulo continua viajando e queria estar em Jerusalém para o dia do Pentecostes - (mostrando sua fidelidade ao judaísmo) - PENTECOSTES - 50 dias após a Páscoa - comemorava a Aliança e o dom da lei . - PENTECOSTES DO PAGÃO - Marca o comprometimento e aceitação do Evangelho ou NOVO PENTECOSTES - descida do Espírito Santo aos apóstolos, realizando a nova aliança (Evangelho) com toda a humanidade - testemunho de Jesus.
· Paulo começa a preparar sua comunidade para a partida, ele conta sua história e mesmo assim não se considera maior que ninguém e diz que até os últimos dias de sua vida levaria a palavra de Jesus
· Alerta às pessoas:
Se alguém se perder, não serei o responsável, pois anunciei todo o projeto de Deus à vocês. Cuidem de seus rebanhos que o Espírito Santo os constituiu guardiões da Fé Cristã. O caminho não será fácil, mas vigiem e continuem. O dinheiro não é tudo, eu trabalho para me manter, e que sempre ajudassem ao próximo e relembra quando Jesus disse: - Há mais felicidade em dar do que receber
· Se despede e vai em direção a Jerusalém, passando por várias cidades
Cap. XXI - Neste capítulo é que Lucas sai de narrador e passa a mostrar que estava junto de Paulo
· Mostra mais uma vez a despedida de Paulo pelas cidades já assistidas pelo Cristianismo
· Paulo sempre quis ir à Roma levar a mensagem de Cristo, quem primeiro levou a palavra, foi uma mulher de nome Febe que levou uma carta de Paulo, ela era colaboradora do Evangelho aos pagãos
· Paulo fica chateado por não poder ir a Roma pois fora chamado à Jerusalém, ele consulta os pergaminhos(Evangelho) : - “Concilia-te depressa com teu adversário”
· Tiago havia chamado Paulo para testemunhar a favor do templo para que ficasse bastante esclarecido e a Igreja do Caminho é quem estava precisando, já que ele (Tiago) estava velho e cansado.
· Paulo sonha com Abigail e ela lhe diz que era preciso ir a Jerusalém e que também iria à Roma, não porém como queria, mas de acordo aos desígnios do altíssimo e depois disto seria a união eterna em Jesus Cristo
· Em Cesaréia, Paulo, Silas e Lucas se hospedam na casa de Filipi (velho companheiro de lutas), e este informa a Paulo que esperam do seu esforço pessoal em Jerusalém para a continuação da Igreja, sem disfarçar os receios que a situação lhe causava
· Ágabo(já conhecido de Paulo de Antióquia), na primeira reunião mediúnica na casa de Filipi lhe alerta quando pega o seu cinto: Isso é o que diz o Espírito Santo - o homem a quem pertence este cinto será amarrado deste modo (mostrando que o acorrentariam) pelos judeus de Jerusalém e será entregue aos pagãos
· Os amigos que lá estavam pediram para que Paulo não fosse, mas ele adverte: - O que estão fazendo vocês, chorando e afligindo meu coração? Estou pronto não só para ser preso, como morrer em nome Dele
· Um emissário de Tiago vai até a casa de Filipi e pede a Paulo que quando chegasse em Jerusalém não fosse à Casa do Caminho, fosse primeiro a casa deste emissário, onde Tiago iria lhe falar em particular e assim resolveriam o que melhor conviesse aos interesses do Cristianismo
· Quando chega lá Paulo encontra-se com Tiago e este lhe conta que 2 rabinos resolveram reviver os processos de perseguição que Saulo havia iniciado quando na gestão do Sinédrio. Reconhecia os frutos de esperança plantados por Paulo em toda parte e isto ameaçava o judaísmo e decretaram a prisão de Paulo que estaria pregando aos pagãos que abandonassem Moisés não circuncidando seus filhos acabando assim com as tradições
· Tiago com seu conhecimento no meio dos judeus pediu para que ele aceitasse pagar as despesas de 4 homens pobres que fizeram os votos de nazireu (promessa), raspando a cabeça e ficando com eles no templo por 7 dias para que o povo pudesse ver que Paulo continuasse um judeu fiel e leal
· Paulo achou que o Sinédrio queria a sua morte. Tiago, mais sensato, achava que se fizesse isso a Igreja não seria abalada
· Paulo achou este ato era uma humilhação (orgulho). Tiago compreende e lhe diz que seria mais fácil ele ser torturado em praça pública, mas muitas vezes é preciso abaixar a cabeça como ele teria feito desde a primeira perseguição iniciada por Saulo (próprio Paulo), e que a tarefa de harmonização da Igreja estava em suas mãos, e que fora preciso Tiago caminhar ao lado dos fariseus para conseguir algo na manutenção da Igreja. Fingimento? Não! O mestre nos ensinou que o melhor testemunho está em morrer devagarinho diariamente pela vitória da causa
· E Tiago continua: Que a atenção que tenho dado aos judeus é a mesma que tenho dado aos gentios e todos chegaram ao mesmo lugar. É importante saber morre para que as idéias se transmitam e floresçam nos outros, as lutas pessoais acabam com as melhores esperanças. Criar separações e proclamar seus prejuízos dentro do Cristianismo, não seria acabarmos com a planta sagrada do Evangelho por nossa próprias mãos?
· Paulo diz que Tiago tem razão e pergunta quanto custaria as despesas, pois como estava afastado há muito tempo do Sinédrio não sabia.
· Tiago responde : - é a mesma coisa. Será obrigado a purificar-te com eles e terá que comprar 15 ovelhas, além dos comes (as autoridades religiosas exigiam para cada nazireu 3 animais para serviço da consagração. E a nossa paz vale mais que isto.
· Paulo fez o combinado
· Queriam condenar Paulo a qualquer preço - diziam que ele trouxera gregos para dentro dos templos - Referindo-se a Trófimo - nasceu na Antióquia , seus pais eram gregos, conhecia e respeitava as leis judaicas , mas nada adiantou
· Na véspera do 7o. dia da purificação judaica, Paulo compareceu para rezar ao lado dos companheiros, os judeus irados o cercaram e o tiraram do templo
· Paulo estava passando a mesma situação de Estevão, fora apedrejado e quando Trófimo e Lucas viram a gravidade, chamaram as autoridades romanas. A multidão estava furiosa
· Quando as autoridades chegaram, mandaram acorrentar Paulo (como Ágapo havia o alertado)
· Paulo pediu para conversar com o chefe da corte, dizendo que não era o ladrão que ele pensava, se identificou como cidadão romano (Tarso era território romano - Saulo - nome hebreu seus pais eram israelitas - Paulo - nome latino de cidadão romano) e como cidadão romano tinha trânsito livre
· O chefe admirado deixou que Paulo falasse ao povo. Ele falou em hebraico


(continua)

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Paulo e Estevão (quinta parte)

 Lá encontra Áquila e Prisca (Priscila), também tecelões, passa a morar e trabalhar com eles, estes haviam saído de Roma a mando do Imperador, que havia ordenado a saída de todos os judeus daquela cidade.
· Paulo pregava aos sábados e trabalhava nos outros dias. Ele só pode dedicar-se totalmente a evangelização quando Silas e Timóteo chegaram.
· Mais uma vez os judeus não aceitavam as palavras de Jesus. Paulo então lhes diz que iria se dirigir aos pagãos, e que eles seriam responsáveis pelo que viesse acontecer
· A Igreja nasce na casa de um pagão (Tito Justo) que morava ao lado da sinagoga
· O chefe da sinagoga (Crispo) e sua família se convertem
· Paulo vendo tantos obstáculos quis desanimar, mas tem uma visão de Jesus, que o anima e pede para continuar, pois ali haviam muitas pessoas que lhe pertenciam. Fica ali um ano e meio
· Os judeus investem novamente em jogar os cristão contra o poder romano só que o procônsul de Acaia “Galeão”, os adverte dizendo que a lei era deles e o problema também, pois os discípulos só usavam a palavra e se isto fosse um delito certamente se pronunciaria. Ele expulsa todos do tribunal. Os judeus revoltados espancam o chefe da sinagoga (Sóstenes) e Galeão nem se incomoda
· Paulo vai para Cencréia (Síria) junto de Áquila e Prisca
· Paulo raspa a cabeça (faz votos - promessa)e diz que terminaria de cumprir sua missão em Jerusalém e vão para Éfeso.
· Deixa Prisca e Áquila, que formam um núcleo em Éfeso, despede-se dos judeus dizendo: “Se Deus quiser voltarei para junto de vocês”
· Vai para Cesárea, Antióquia, Galácia, Frígia fortalecendo os discípulos de Cristo
· Novamente em Éfeso, chega um homem chamado Apolo, um bom orador deixando em suas palavras que Jesus é o Messias. Embora culto, a base cristã de Apolo era incompleta e precisava de complemento, mas realizava um bom trabalho, recebeu auxílio de Prisca e Áquila
· Paulo deixa Apolo em Corinto e volta para Éfeso.
Cap. XIX - Éfeso : O 3o. Centro de Difusão do Cristianismo
· Paulo encontra alguns discípulos e pergunta se quando abraçaram a fé haviam recebido o Espírito Santo, e eles não sabiam o que era isso
· Estes foram batizados por João e Paulo os batizou com o Espírito Santo, deixando bem claro que a maturidade da fé cristã só seria realizada através dos espíritos
· Paulo vê que não adianta falar em sinagogas, então vai ensinar os discípulos numa escola de “Tirano” e este local serviu para que habitantes da Ásia, judeus e gregos pudessem aprender
· Deus realiza milagres através de Paulo, as pessoas pegavam suas vestes para libertar os doentes do espírito mau
· Alguns exorcistas judeus(magos) tentavam expulsar os espíritos maus usando o nome de Jesus e de quem Paulo pregava. Nisso um obsessor que conhecia Jesus e Paulo pergunta a eles quem eram, neste instantes os espíritos maus se apossam destes magos. Isto faz com que os outros judeus se apeguem a Jesus
· Os mágicos juntaram seus livros e queimaram
· Isto vem mostrar que a verdadeira libertação é a fé e não atos mágicos
· Mais uma vez estoura um grave tumulto em Éfeso
· A cidade cultuava a Deusa Diana (Ártemis) e surgiam estátuas de todos os tipos na redondeza
· A pregação dos discípulos fez com que os ourives se sentissem prejudicados, pois se terminasse a idolatria a Deusa, eles não poderiam mais vender seus artefatos, achavam que Paulo estava desencaminhando muita gente (Paulo dizia que estas imagens que faziam não eram deuses), com medo, espalharam que Paulo iria arrombar o templo de Diana afim de queimar os objetos do culto
· A população vai até lá achando que encontrariam Paulo, mas lá estavam 2 irmãos que preparavam o ambiente para a pregação e estes foram presos
· O povo furioso vai para a tenda de Áquila e Prisca, não encontrando Paulo, quebraram todo o material de trabalho e ainda bateram neles
· Paulo estava na casa de amigo e quando soube do acontecido quis ir até o local para libertar seus amigos, mas o impediram, e ele ouvia multidão gritar “Grande é Ártemis dos Éfesos”
· Mais tarde o escrivão da cidade conseguiu falar ao povo para levar o fato aos juizes ,e que não fizessem justiça com as próprias mãos, senão correriam o risco de serem acusados de revolta e não haveria nada legal que os amparassem. Se dispersaram.

(continua)

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Paulo e Estevão (quarta parte)

Tiago abre mão e diz que não deve incomodar os pagãos, eles que se convertessem, mas que abstenham das contaminações dos ídolos, da prostituição, do que é sufocado e do sangue.
· Acordo feito escolherem Paulo, Barnabé, Barsabás e Silas para levarem cartas com o acordo para Antíoquia e vizinhos.
· Depois de levarem as cartas Silas e Barsabás retornam.
· Barnabé quis levar João Marcos para as viagem e Paulo não quis, então eles se separam. Paulo escolhe Silas para prosseguir viagem.
Cap.XVI - A Igreja se fortalece.
· Paulo e Silas vão à Derbe e Listra, lá encontram Timóteo (pagão) e o levam com eles, mas antes têm o cuidado de circuncizá-lo para não haver problemas com os judeus desta região. Eles foram proibidos pelo Espirito Santo de irem à Ásia e Betínia
· Paulo tem uma visão de um macedônio pedindo ajuda e vão para Filipos, esta é a primeira cidade européia a receber o Evangelho. Lá não havia Sinagoga e pertencia a colônia romana
· Chegando lá, aceitam o convite de Lídia (comerciante e acreditava em Deus), para ir à sua casa. Quando estavam iniciando as orações entra uma jovem escrava possuída por espírito de adivinhações dizendo que eles eram servos de Deus, e que anunciavam o caminho da salvação às pessoas que ali estavam. Paulo não aguentando mais, expulsou em nome de Jesus, o espírito que a tomava e este saiu.
· Os patrões da jovem vendo que não mais lucrariam com as adivinhações dela, incitaram o povo contra os discípulos que ali estavam e mandou prendê-los
· Eles foram bem amarrados com correntes fazendo com que seus pés ficassem presos no tronco.
· Aproximadamente 24 hs, os discípulos rezavam e cantavam hinos com os prisioneiros, quando se fez um terremoto, as portas se abriram, as correntes de todos se partiram. O cárcere Lucano quando acordou e viu a situação pensou que todos haviam fugido, então puxou a espada para se matar, quando Paulo gritou para que não fizesse isto, pois estavam todos ali. Naquele instante Lucano aceita Jesus e os leva para jantar em sua casa
· Quando as autoridades souberam deste fato mandaram soltar os discípulos. Paulo não aceita e manda as autoridades virem pessoalmente pois além de tudo eram cidadãos romanos
· Paulo queria oferecer garantias ao serviço cristão que iniciava na casa de Lídia, alega suas condições de cidadão romano para se dar respeito e aproveita para falar do Reino de Deus, obrigando-os a escutar, conta ainda do trabalho evangélico na casa de Lídia e o direito dos cristãos em toda a parte. Os magistrados apresentam-lhe desculpas e garantem a manutenção da Igreja e pedem para que fossem embora para evitarem tumultos.
· Paulo e Silas vão a casa de Lídia a encorajam e vão embora, continuando a viagem.
Cap.XVII - O Evangelho ameaça o sistema
· Paulo e Silas vão para Tessalônica onde havia uma sinagoga, pregaram por 3 sábados, alguns judeus e gregos(aqueles que adoravam um Deus) se convertem
· Os judeus que se sentem ameaçados vão buscar os discípulos na casa de Jazão aonde estavam hospedados, não os encontrando levaram Jazão e outros que lá estavam
· As autoridades gritavam que estes homens estavam transtornando o mundo inteiro e que haviam chegado ali também para isto, e que Jazão que havia os hospedado. Também diziam que todos iriam contra o imperador pois afirmavam que existia um novo rei :Jesus
· A fiança foi paga fazendo com que Jazão e os amigos fossem soltos pois não havia nada que os condenassem.
· Jazão e seus amigos ajudaram os discípulos a fugirem para Beréia
· Lá encontraram judeus mais abertos que os acolheram e todos os dias liam as escrituras para certificar se tudo era como eles falavam
· Muitos se converteram e como sempre os judeus que não aceitam agitavam o povo
· Paulo foge com os irmão para o mar e vai sozinho para Atenas, pede a eles para avisar Silas e Timóteo para encontra-lo em Atenas
· Em Atenas, Paulo fica revoltado ao ver que o povo idolatram a vários ídolos, por isso discutia nas sinagogas o amor ao Deus único e conta a eles que passeando na cidade encontrou vários monumentos sagrados e em um deles estava escrito - AO DEUS DESCONHECIDO - Ele mostra que este é o Deus que falava, é o Deus único aquele que dá a vida, a tira e a ressuscita. Alguns riam, outros queriam saber mais em outra ocasião e outros se convertiam
Cap.XVIII - Fundação da cidade de Corinto - Uma das obras mais importantes de Paulo, marca o caminho do Cristianismo ao ocidente
(continua)·

domingo, 26 de setembro de 2010

Paulo e Estevão (terceira parte)

 Voltam no sábado seguinte para a sinagoga e aqueles que sentem abalados os esperam com blasfêmias.
· Paulo e Barnabé tentaram falar primeiro com os judeus, mas como estes não os aceitaram foram aos pagãos que os receberam.
Cap.XIV - Paulo e Barnabé vão para Icônio e vão para a sinagoga pregar, uns os acompanham e outros se rebelam querendo apedrejá-los
· Fogem para Listra e Derbe, anunciam a Boa Nova, muitos os zombam.
· Um aleijado se aproxima e Paulo o faz andar, o povo quando vê isto acredita que Paulo fosse Júpiter (por falar mais) e Barnabé fosse Mercúrio
· Os discípulos mostram que são de carne e osso como todos que ali estão e que vieram apenas para trazer a Boa Nova e que existia um Deus vivo e criador que embora único, beneficiaria a todos.
· Alguns judeus se sentem abalados e incitam aos outros a apedrejarem os discípulos
· Como Barnabé estava febril( por causa da difícil viagem que fizeram) não foi pregar com Paulo. Barnabé era Oleiro e Paulo era Tecelão.
· Paulo vai apenas com Timóteo (13 anos) e é recebido com pedras ficando muito machucado. Gaio que era seu amigo( Paulo curou sua mãe),levanta em meio a multidão e grita : O feiticeiro está morto...fora com ele. Gaio o arrasta e o leva para longe, se certificando que Paulo ainda respirava, fez com que os judeus pensassem que ele estava morto gritando: Deixem-no para os cães, eles se incubem do resto e vamos celebrara com vinho.
· Timóteo fica com Paulo, Gaio vai buscar Barnabé e a mãe de Timóteo.
· Quando Paulo se recupera vão para Antióquia.
Cap.XV - Gera-se o primeiro conflito enfrentado pela Igreja.
· Os cristãos que vieram do judaísmo (convertidos) já eram circuncidados.
· O cristianismo não obrigava a fazer a circuncisão, mas em Jerusalém começaram a ensinar que para se salvar os pagãos deveriam também fazê-la - (Tiago que queria o ato)
· Os apóstolos se reuniram para acabar com a discussão, Pedro se manifesta ponderando as leis judaicas.
· Paulo questiona até que ponto eles transmitiam o Evangelho - Libertador, e não a prisão - ou será que estavam confundindo o povo, impondo as obrigações de outros. E mostra que Pedro tinha sido a primeiro evangelizador dos pagãos e judeus, e ele havia concedido o espírito santo aos dois, mostra ainda que o que salva a todos é a fé em Jesus e não o ato da circuncisão.

(continua)