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domingo, 1 de maio de 2011

"A nobreza de um gesto"

 


Habitualmente falamos que somente coisas ruins ganham manchete. Que notícia boa não é veiculada porque não vende nem jornal, nem revista.

No entanto, por vezes, um gesto nobre ganha o noticiário internacional.

Assim aconteceu com um palestino que virou manchete mundial. Ele não protagonizou nenhum dos conflitos que têm abalado as relações e a paz dos povos do Oriente.

O mecânico Esmael Khatib deu uma verdadeira lição de fraternidade ao doar os órgãos de seu filho Ahmed a pacientes israelenses, que necessitavam de transplantes.

O palestino teve seu filho, de apenas 12 anos, alvejado por soldados de Israel, durante uma operação de busca no campo de refugiados de Jenin.

O mecânico optou pela doação, inspirado pela perda de seu irmão, de 24 anos, que, não resistindo à longa espera por um transplante de fígado, veio a morrer.

Entre os beneficiados pelo gesto do palestino se encontravam um bebê de 7 meses e uma mulher de 58 anos.

Alguns eram judeus, árabes-israelenses e uma garota de origem drusa.

Conforme reproduziu o jornal Folha de São Paulo, Khatib teria dito:

Eu me sinto bem pensando que os órgãos de meu filho estão ajudando seis israelenses.

Acredito que o meu filho está agora no coração de todo israelense.

O fato repercutiu pelo Mundo, exatamente pelos conflitos que envolvem as nações em questão.

Tanto mais que o menino fora morto por israelenses.

O fato é que, aquele pai, dolorido pela separação violenta do filho amado, encontra forças para beneficiar pessoas.

Não indaga se pertencem à sua mesma nação, ao seu povo, à sua família.

Não pergunta se são amigos ou inimigos. Simplesmente doa. Um gesto de humanidade, uma ação altruísta.

A nota nos remete aos versos do sublime Galileu há mais de dois milênios: Ama o teu próximo... Faze o bem a quem te persegue... Ama o teu inimigo.

Em nosso Brasil, embora as campanhas promovidas e a facilidade que se tem para doar órgãos, ainda é muito grande a fila de espera.

Algumas estatísticas apontam que chega a 60 mil o número, em nosso país, dos que se encontram aguardando transplantes.

A doação de órgão não é contrária às leis da natureza, porque beneficia a vida.

Os doadores colaboram com a vida. O Espírito se liberta da carne e permite a outros o retorno da visão, a desvinculação de procedimentos morosos e dolorosos.

Permite que um pai retorne ao lar, que o profissional retome atividades interrompidas, que o jovem volte a tecer sonhos de estudo e produtividade.

Aqui, é a bomba cardíaca que torna a regularizar seu ritmo; ali é um fígado que volta a funcionar; além é um pulmão que se enche de ar, insuflando vida.

Beneficiados os que recebem as doações dos órgãos. Abençoados por Deus os que se fazem doadores da esperança e da vida que estua.

Pense nisso.
 

Autor:
Redação do Momento Espírita, a partir de notícia publicada no Jornal Folha de São Paulo, datado de 8 de novembro de 2005. 

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

"Libertando os afetos"

Certo dia, num final de inverno, quando as flores da primavera começavam o seu sublime trabalho de recobrir os campos ressecados pelo rigor do inverno, aquela alma generosa deixava o corpo físico.

A despedida foi dolorosa. As mãos quentes dos que ficaram desejavam reter aquele corpo hirto, sem vida, sem movimento.

Inconformados perguntavam: por que justo ele, que era tão gentil e carinhoso com todos?

Por que justamente ele, que sabia falar e calar, consolar e distribuir entusiasmo à sua volta?

Por que ele, que era um bom filho, bom irmão, bom esposo e bom pai?

Por que Deus o levou?

Por que não levou os criminosos renitentes, os corruptos inveterados, os estelionatários, os infiéis, enfim, porque não levou os homens que degradam a sociedade?

A resposta para todos esses questionamentos é muito simples.

Consideremos que a vida na Terra é uma oportunidade de crescimento para o espírito imortal.

A existência, no corpo físico, é uma experiência necessária para que o espírito progrida na conquista de sua felicidade.

Seria, por assim dizer, um tipo de prisão, onde ele pode quitar suas dívidas para com as leis divinas e conquistar novas virtudes.

Assim sendo, quem tem poucos débitos liberta-se antes. Quem tem menos compromissos libera-se deles em menor tempo.

Dessa forma, por que queremos que o nosso ente caro permaneça no cárcere se já recebeu o alvará de soltura?

Não seria justo, nem do ponto de vista ético nem do racional.

Não queremos dizer com isto que todos os que se libertam antes são menos devedores, pois essa não é a realidade.

Como sabemos, muitos partem antes do tempo por imprevidência ou pelos abusos de toda ordem.

O que gostaríamos de enfatizar é que aqueles que partem naturalmente, pelos meios estabelecidos pela divindade, sem a intervenção egoísta do homem, podem estar recebendo sua carta de alforria, e por essa razão alçam vôo antes de nós.

Morrer, para o justo, é libertar-se. É matar a saudade dos afetos que o antecederam na viagem de volta. É receber as glórias da vitória por ter vencido mais uma etapa no mundo físico.

E morrer, para o injusto, é deparar-se com o tribunal da própria consciência a acusá-lo por não ter sido corajoso o bastante para vencer-se a si mesmo, e por não ter logrado conquistar mais virtudes.

É por essa razão que não devemos lamentar a morte dos justos, mas sim a daqueles que desperdiçam a existência buscando o gozo exclusivo do corpo, sem pensar no espírito, único que sobrevive além da aduana do túmulo.

***

Certo dia, num final de inverno, quando as flores da primavera começavam o seu sublime trabalho de recobrir os campos ressecados pelo rigor do inverno, aquela alma generosa deixava o corpo físico.

Seria o fim?

Não. É apenas o crepúsculo de uma existência que se encerra, e a aurora de uma nova etapa que se inicia, na Vida que nunca cessa.



(Redação do momento Espírita)

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Paulo e Estevão (primeira parte)

Emmanuel conta-nos a história do discípulo Paulo de Tarso, sua conversão e a história da humanidade após a passagem de Jesus na Terra. (34dc.)
A história começa com uma família constituída de apenas 3 pessoas: o pai - o velho Jochedeb - o filho de mais ou menos 23 anos - Jeziel e a filha Abigail. A mãe já havia falecido por causa das punições ali instaladas àqueles que se rebelavam contra o poder, deixou-lhes a herança da fé nas antigas escrituras e principalmente à Deus.
Corinto, (colônia importante dos romanos aonde viviam várias correntes israelitas) a cidade onde moravam era atormentada por violenta revolta dos escravos oprimidos e a pedido do procônsul da região foi solicitado a Roma recursos, trazendo soldados e o questor Licínio Minúcio.
O pai Jochedeb havia saído para ir ao mercado, a cidade estava tomada por soldados romanos, e amedrontado passava por eles de cabeça baixa. Até que um deles lhe perguntou como ousava passar por eles sem os saudarem, e por este motivo tomou uma surra.
Jochedeb por ter muita fé em Deus engoliu tudo bem quieto e muito triste continuou sua caminhada.
Na volta de suas compras escolheu outro caminho mais longo só para não ter o risco de acontecer tudo novamente. No trajeto encontrou outros soldados e pensou que se não os cumprimentassem apanharia de novo, então os saudou, e ele apanhou mais uma vez por ter-lhes dirigido a palavra.
Ficou muito irritado e não aceitando a situação fora para casa. Lá encontrou seus filhos e contou-lhes o acontecido, eles enfrentaram a situação com muita fé e serenidade. Jeziel seu filho consulta as Escrituras sagradas para suscitar a palavra de Deus a fim de conhecer a sugestão que Ele lhe traria, e as palavras foram de confiança e de aceitação .
O questor do Império Licínio Minúcio, convida os habitantes de Corinto que se considerassem prejudicados para uma reunião para que houvesse o restabelecimento da ordem, mas Jochedeb como não aceitara as palavras das Escrituras, vai até o templo para a audiência e lá se queixa. O questor após escutar suas reclamações, confisca sua propriedade e o ordena a sair em 3 dias.
Jochdeb fica furioso e quando volta para casa ateia fogo na propriedade vizinha, sabendo que esta era de Licínio.
Jeziel ajuda a apagar o fogo sem saber que o ato tinha sido de seu pai. Quando Jeziel volta para casa fica sabendo do fato e juntos rezam a Prece de Caritas.
O questor descobre que Jochedeb havia ateado fogo e manda-o prender. Ele vai junto com os filhos. Na prisão quando Jochedeb adormece Jeziel dia a sua irmã para nunca perder a fé e continuar a ser como a mãe havia ensinado, que ele iria se entregar no lugar do pai.
No dia seguinte pai e filho são condenados a apanhar e o pai não agüenta e morre. Jeziel pede a irmã que cante um salmo para que juntos suportassem a dor. Ele continua apanhando e o malfeitor manda Abigail embora e ele é condenada a escravidão.
Abigail foge e acaba indo para casa de Zacharia e Ruth que iriam sair de Corinto, pois seu filho havia morrido.
Um mês se passou, Jeziel já estava com as feridas cicatrizadas e vai como escravo para a embarcação sempre lembrando de sua irmã que nunca mais tinha visto. Em uma das viagem a embarcação recebe Sérgio Paulo, um passageiro ilustre, este fica muito doente, e o comandante temendo que toda a tripulação ficasse doente designa Jeziel para cuidar dele. Sérgio Paulo se restabelece e Jeziel apresenta sinais da doença, o comandante quer jogá-lo no mar, mas Sérgio Paulo por ter o conhecido melhor sabendo que só melhorou por causa dos cuidados de Jeziel, decide deixá-lo no Porto de Jope, dá dinheiro a ele e pede que troque de nome pois sabendo de sua história ,temia pela vida daquele que o tratou.
Jeziel se encontrava com muita febre e é achado por uma pessoa que queria seu dinheiro, assim ele lhe entrega o dinheiro e pede para que seja levado a algum lugar para que pudesse se restabelecer.
É levado para a Casa do Caminho, aonde os apóstolos de Jesus cuidavam de doentes desamparados, e foi se restabelecendo. Contou sua história a Pedro e este sugeriu que mudasse seu nome para Estevão. Jeziel desconhecia a vinda de Jesus. Pedro lhe conta a trajetória de Cristo e que ele veio nos ensinar e mostrar o AMOR.
Estevão estuda as Escrituras de Mateus e propaga as palavras de Jesus, o aceitando em seu coração.
Em meados de 35dc chega em Jerusalém Saulo de Tarso, 30 anos, para se certificar da cura de seu tio Filodemos, que fora curado da cegueira através dos homens da Casa do Caminho.
Saulo estava apaixonado por Abigail que conhecera na casa de Zacharia. Abigail lhe mostrava muita afeição mas queria saber o paradeiro de seu irmão Jeziel. Saulo prometera interferir a favor de seu irmão assim que o encontrasse prometendo a Abigail casamento por ter achado sua parceira ideal.
Estevão, Pedro e João vão a Igreja de Jerusalém para a pregação e lá encontram Saulo que queria saber mais sobre os homens do Caminho. Estevão estava pregando e Saulo começa a discutir com ele, dizendo que Jesus era impostor. Estevão com Amor vai rebatendo as acusações, e isso deixava Saulo irritado, fazendo com que Estevão fosse chamado ao Sinédrio para esclarecimento.
Saulo era um homem culto e fiel às Escrituras.
Quando chega o dia, Estevão consegue a simpatia de Gamaliel e este manda averiguar mais sobre a Casa do Caminho e manda Estevão embora. Saulo não se contentando pede a seu amigo que entre com uma denuncia contra Estevão e ele é preso.
Saulo achava Estevão um perigo para seu poder e para as leis. A prisão de Estevão teve ampla repercussão fazendo com que os apóstolos recebessem represálias.
O apóstolo Tiago, filho de Alfeu, opinava contra Estevão e Pedro tentava justificar, mas Tiago não aceitava os atos de Estevão.
A cidade comentava os acontecimentos, muitos se aproximaram da Igreja do Caminho para melhor conhecer o Cristo e isto poderia significar vitória de causa.
Pedro, ciente das atitudes de Gamaliel e sabendo que Estevão só não havia sido apedrejado ainda por causa dele, o convida para conhecer a Casa do Caminho. João foi mensageiro e Gamaliel o recebeu bem prometendo ir. Este vai conhecer a Casa, e começa a se interessar pelo Messias Salvador. Lá ele encontra um velho amigo - Samônio que estava com lepra e lhe pergunta o que estava fazendo ali. Samônio lhe diz que fora abandonado pela família por causa da doença, lhe tiraram todas as econômias e quando se viu sozinho apareceu uma pessoa humilde e lhe encaminhou a Casa do Caminho, aonde encontrara paz, solidariedade e cuidados.
Gamaliel recebe de Pedro João e Tiago as escrituras de Mateus e começa a ler.
As perseguições de Saulo não cessa, manda prender Pedro, João e Tiago, mas depois são soltos e mais uma vez pelo apelo de Gamaliel seu grande amigo mas Saulo não queria soltar Estevão.
Saulo sempre ia visitar sua noiva e contava-lhe os acontecimentos de Jerusalém, e diz a ela que gostaria que todos a conhecessem e que fosse até o Sinédrio no dia da execução de Estevão. Ela. Pede a ele que não veja o sacrifício e que chegaria só após o fato.
Começa o apedrejamento de Estevão , ele sente as dores mas entrega a sua vida a Jesus e recebe tudo em silêncio, quando ele estava quase morto, Abigail entra no Sinédrio e o reconhece como seu irmão e pede a Saulo que a deixe falar com ele. Saulo fica atônito não queria crer naquilo, como Estevão poderia ser o irmão desaparecido de sua amada. Saulo manda tirá-lo do poste e recolhe-o para que ele possa ter certeza do que Abigail lhe afirmara.
Estevão conta de Jesus à sua irmã e perdoa Paulo de seus atos, e sabendo que ele era noivo de sua irmã , os abençoa em seguida falece.
Saulo termina tudo com Abigail, mesmo ela dizendo o perdoaria. Ela vai embora e fica doente.

(continua)