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sábado, 19 de março de 2011

'Amor ao Próximo"


Se alguém diz que ama a Deus, mas não ama o seu semelhante, é mentiroso. Isso foi escrito pelo Apóstolo João e nos convida a uma profunda reflexão.

Por que o amor a Deus passa inevitavelmente pelo amor ao próximo? Por que não basta amar a Deus no isolamento das criaturas, ou na indiferença ao semelhante?

Deus, ao nos criar, não nos cria perfeitos, mas oferece as oportunidades e possibilidades de se chegar à perfeição.

E, por grandiosidade de Sua justiça, essa perfeição se alcança por esforço próprio, por dedicação, e jamais por gratuidade ou dom divino, a escolher uns ou outros como mais ou menos amados por Ele e, consequentemente, com mais ou menos virtudes e dons.

Quando lemos a biografia de grandes vultos do amor ao próximo, como Madre Teresa de Calcutá, Chico Xavier ou Irmã Dulce, vemos a exemplificação do exercício no amor ao próximo.
Aprenderam a amar ao próximo no exercício do amor a que se propuseram, saindo de si mesmos, indo em direção ao outro, encontrando Deus.
 
Entendendo isso, Jesus, personificação maior do amor a Deus, nos ensina que toda vez que auxiliarmos, que dermos de comer, que matarmos a sede de nosso irmão, é a Ele mesmo que estaremos fazendo isso.

Convida-nos Jesus a experimentar o exercício do amor a Deus aprendendo a amar ao próximo.
 São pequenos gestos que se fazem exercícios de amor ao próximo, no objetivo de amar a Deus. Afinal, como nos alerta o Apóstolo João, se não conseguimos compreender nosso irmão, jamais teremos condições de amar e compreender a Deus.
 

Redação do Momento Espírita. 

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

"Libertando os afetos"

Certo dia, num final de inverno, quando as flores da primavera começavam o seu sublime trabalho de recobrir os campos ressecados pelo rigor do inverno, aquela alma generosa deixava o corpo físico.

A despedida foi dolorosa. As mãos quentes dos que ficaram desejavam reter aquele corpo hirto, sem vida, sem movimento.

Inconformados perguntavam: por que justo ele, que era tão gentil e carinhoso com todos?

Por que justamente ele, que sabia falar e calar, consolar e distribuir entusiasmo à sua volta?

Por que ele, que era um bom filho, bom irmão, bom esposo e bom pai?

Por que Deus o levou?

Por que não levou os criminosos renitentes, os corruptos inveterados, os estelionatários, os infiéis, enfim, porque não levou os homens que degradam a sociedade?

A resposta para todos esses questionamentos é muito simples.

Consideremos que a vida na Terra é uma oportunidade de crescimento para o espírito imortal.

A existência, no corpo físico, é uma experiência necessária para que o espírito progrida na conquista de sua felicidade.

Seria, por assim dizer, um tipo de prisão, onde ele pode quitar suas dívidas para com as leis divinas e conquistar novas virtudes.

Assim sendo, quem tem poucos débitos liberta-se antes. Quem tem menos compromissos libera-se deles em menor tempo.

Dessa forma, por que queremos que o nosso ente caro permaneça no cárcere se já recebeu o alvará de soltura?

Não seria justo, nem do ponto de vista ético nem do racional.

Não queremos dizer com isto que todos os que se libertam antes são menos devedores, pois essa não é a realidade.

Como sabemos, muitos partem antes do tempo por imprevidência ou pelos abusos de toda ordem.

O que gostaríamos de enfatizar é que aqueles que partem naturalmente, pelos meios estabelecidos pela divindade, sem a intervenção egoísta do homem, podem estar recebendo sua carta de alforria, e por essa razão alçam vôo antes de nós.

Morrer, para o justo, é libertar-se. É matar a saudade dos afetos que o antecederam na viagem de volta. É receber as glórias da vitória por ter vencido mais uma etapa no mundo físico.

E morrer, para o injusto, é deparar-se com o tribunal da própria consciência a acusá-lo por não ter sido corajoso o bastante para vencer-se a si mesmo, e por não ter logrado conquistar mais virtudes.

É por essa razão que não devemos lamentar a morte dos justos, mas sim a daqueles que desperdiçam a existência buscando o gozo exclusivo do corpo, sem pensar no espírito, único que sobrevive além da aduana do túmulo.

***

Certo dia, num final de inverno, quando as flores da primavera começavam o seu sublime trabalho de recobrir os campos ressecados pelo rigor do inverno, aquela alma generosa deixava o corpo físico.

Seria o fim?

Não. É apenas o crepúsculo de uma existência que se encerra, e a aurora de uma nova etapa que se inicia, na Vida que nunca cessa.



(Redação do momento Espírita)

sábado, 25 de setembro de 2010

Paulo e Estevão (segunda parte)

Gamaliel se afasta do Sinédrio e Saulo toma o seu lugar. Passam vários meses e Saulo não conseguindo esquecer Abigail vai a seu encontro. Lá a encontra muito doente e fica sabendo que ela teve visita de Ananias que lhe mostrou o Evangelho de Jesus , fazendo com que ela se convertesse. Antes de morrer, Abigail diz a Paulo que ele também seria um apóstolo de Jesus.
Saulo não se conformando com tudo o que lhe aconteceu, manda buscar Ananias e resolve ir pessoalmente.
No deserto de Damasco aonde passará, Saulo fica cego repentinamente e enxerga apenas uma luz que vai se transformando na imagem de Cristo, e Jesus lhe pergunta por quê o persegue tanto e lhe toca o coração. Jesus o orienta para entrar na cidade que lá encontraria ajuda. Em Damasco, ele encontra Ananias que por sua vez a pedido de Jesus vai ao encontro de Saulo. Ananias, através das imposições das mãos o cura, fazendo com que Saulo se convertesse. Ele passa alguns dias com os discípulos, e logo começa a pregar o nome de Jesus, isto provoca confusão entre os ex-colegas e uma reação violenta, trazendo a desconfiança da comunidade que começa a pertencer, mas este testemunho corajoso de Saulo, também traz muitos adeptos ao cristianismo. A igreja se espalha em ambiente judaico, ainda enraizada às práticas judaicas.
Saulo se transforma no discípulo dos pagãos (àqueles que não acreditavam nas leis judaicas mas a respeitavam)
Desta parte em diante complementei os Atos dos Ap. com o livro Paulo e Estevão .
Cap.XI - nasce mais uma Igreja (tenda), fora de Jerusalém - Antióquia
É sugerido através de Lucas a mudança do nome Homens do Caminho, para Cristãos , pois Caminho não era uma designação perfeita que traduzisse os esforços dos discípulos de Cristo que eram chamados de viajores, peregrinos, caminheiros , pois o mal pode ter o mesmo caminho que o bem depende de quem o leva, e com o nome de Cristãos, sempre recordariam de Jesus.(Lucas).
Cap.XII
Rei Heródes começa a perseguir aos cristãos, manda matar Tiago Maior, irmão de João,( ele foi o primeiro mártir do Cristianismo) e vendo o contentamento dos judeus manda prender Pedro.
Na prisão, Pedro fica acorrentado e bem vigiado, o rei queria apresentá-lo aos judeus após a Páscoa . Nesta mesma noite aparece um anjo, solta Pedro e o manda sair. As correntes arrebentam e os portões da cela se abre. Quando Pedro se vê solto na rua, acredita que o Senhor não o quer em poder de Heródes nem dos judeus. Ele vai à casa de Maria Marcos (mãe de João Marcos, irmã de Barnabé e Pedro). Lá bate na porta. Rosa a criada da casa vem abrir e conta aos outros que lá estavam reunidos (os apóstolos se reuniam na casa de Maria para orar e fazer evangelho) que Pedro estava batendo e eles não acreditavam. Pedro entra e narra o fato do anjo e pede a eles para avisarem Tiago Menor e viaja para Jope.
· O rei só deixou a Igreja Cristã em paz por causa da personalidade e fidelidade de Tiago junto aos judaísmo.
· Tiago, na ausência de Pedro, cria nova disciplina eles não poderiam falar do Evangelho se Cristo sem referir-se as Leis de Moisés.
· Os outros discípulos se reuniam na casa de Maria Marcos, às ocultas, como se fosse a verdadeira Igreja Cristã.
· Esta postura tomada por Tiago permite a manutenção da Casa do Caminho.
· Quando o rei soube da fuga de Pedro manda matar os vigias .
· A comunidade cresce, há solidariedade e o povo é fiel à Deus.
· Rei Heródes vai para Cesaréia.
· Os povos de Tiro e Sedônia pedem a paz, fazem acordo e contam para Heródes, ele fica furioso, se coloca na tribuna e se dirige ao povo como um Deus, e o povo reage não aceitando pois “a voz de Deus não é a voz de um homem”.(vers.20)
· A palavra de Cristo crescia . Paulo, Barnabé e João Marcos vão para Antióquia.
Cap.XIII - Este capítulo marca o Evangelho aos pagãos.
· A igreja de Antióquia já está organizada, as missões são designadas pela comunidade e não mais por um indivíduo.
· Estavam reunidos profetas, mestres, Paulo e os outros discípulos, quando o Espírito Santo pede para separar Paulo e Barnabé para fazerem o trabalho que estava designado a eles .
· Viajaram para Salência, Chipre e Pafos, lá encontraram o mago Barjesus (Elimar - que quer dizer filho do diabo o qual quer impedir a força do Evangelho) e Sérgio Paulo que manda chamar os apóstolos a fim de escutar o evangelho (Sérgio Paulo foi aquele que foi assistido na doença por Estevão), como Bar-Jesus se opunha ao evangelho, Paulo o fez ficar cego, fazendo com que Bar-Jesus pedisse auxílio, ao ver este fato Sérgio Paulo abraçou a fé.
· João Marcos que os acompanhava nas viagens, não aguentou mais a maratona e decide voltar
· Paulo e Barnabé continuam e vão para Antióquia da Psídia e como sempre foram até a sinagoga apresentar o evangelho
· “Palavra de Coragem” - Paulo conta a história de Israel desde o princípio até a vinda do Mestre Salvador, mostrando o evangelho e explica que é por meio dele que todo aquele que acredita é justificado de todas as coisas que nas escrituras não o são. - Perdão dos Pecados
· Paulo diz: “Portanto tenham cuidado para que não aconteçam com vocês o que os profetas disseram : “Olhem desprezadores, se admirem e desapareçam ! Porque nos dias de vocês vou realizar uma coisa que não acreditariam se fosse contada. Temos poder de um grande médico, podemos curar, quando os enfermos estejam dispostos a compreender Jesus e seguí-lo.

(continua)