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domingo, 31 de julho de 2011

"Dificuldades são oportunidades"


Era o dia 8 de janeiro de 1942, dia em que o mundo lembrava os 300 anos da morte de Galileu Galilei. Em uma maternidade da cidade de Oxford, Inglaterra, nascia um menino que seria chamado Stephen.

Em plena Segunda Guerra Mundial, a cidade de Oxford era segura devido a um acordo mútuo de não agressão às cidades de grandes universidades, firmado entre a Inglaterra e a Alemanha.

Criado em Londres, foi um garoto saudável e de desempenho escolar regular, nunca ficando entre os primeiros da classe.

Aos 17 anos, contra a vontade do pai que o queria médico, Stephen Hawking inicia o curso de Física, seu grande sonho, em Oxford.

Ainda durante a Universidade começou a mostrar sintomas de uma estranha doença: lentidão nos movimentos, quedas, dificuldades de fala. Aos 21 anos o diagnóstico sombrio: esclerose lateral amiotrófica.

Até hoje sem cura, essa doença destrói os neurônios que controlam os movimentos, e os músculos vão paralisando lentamente. É como uma sentença de morte sem data para acontecer, como escreveria ele mais tarde.

O jovem rapaz, aturdido pelo diagnóstico, encontrou apoio em sua namorada, Jane, que o incentivou a fazer o doutorado e a procurar emprego, pois os dois deveriam casar.

Em sua tese iniciou os estudos que comprovaram a teoria do Universo em expansão, a partir de um ponto conhecido como Big Bang.

Casou-se e teve três filhos, encontrando, na esposa, uma companheira incansável. A lentidão física, segundo ele, lhe dava tempo para pensar mais.

Ganhou fama também com o estudo dos Buracos Negros, publicando trabalhos científicos e livros que o notabilizaram, enquanto seu corpo paralisava progressivamente.

No início do livro Uma breve história do tempo, ele diz que, exceção feita à sua doença, ele é feliz em todos os aspectos de sua vida, tendo sorte de ter escolhido uma profissão que só precisa do intelecto.

Chegou a escrever que sua deficiência não lhe causara maiores problemas, tendo contado com auxílio da família, de colegas e alunos.

Hoje, aos 67 anos, em uma cadeira de rodas, ele se comunica por um sintetizador de fala, ligado a um computador, possibilitando-o até de dar palestras. Nunca parou de estudar. Desafia a medicina com sua longa sobrevida.

* * *

Pensemos quantos de nós, frente ao mais leve sintoma de doença, cuidamos de nos afastar do trabalho ou dos estudos, com atestados médicos de longa duração.

Quantos se aposentam por invalidez e não voltam mais a estudar, sequer desenvolvendo algum trabalho que esteja dentro das novas condições físicas.

Contudo, a doença pode ser uma oportunidade de reflexão, uma oportunidade de superação, mas, nunca, uma desculpa para desistir.

Que o exemplo desse notável homem, que hoje ocupa a cadeira de Professor Lucasiano de matemática, na Universidade de Cambridge, lugar já ocupado por Isaac Newton, nos sirva de reflexão e de exemplo de vida.

Pensemos nesta frase por ele proferida: Quando temos de enfrentar a possibilidade de uma morte prematura, nos damos conta do quanto vale a pena viver!
 

Autor:
Redação do Momento Espírita. 

domingo, 26 de junho de 2011

"VOCÊ tem SORTE"?

 
 

Considere ainda que se você acordou hoje mais saudável que doente, você tem mais sorte que um milhão de pessoas que não verão a próxima semana.

Se nunca experimentou o perigo de uma batalha, a solidão de uma prisão, a agonia da tortura, a dor da fome, você tem mais sorte que 500 milhões de habitantes no mundo.

Se você pode ir à igreja sem o medo de ser bombardeado, preso ou torturado, você tem mais sorte que 3 milhares de pessoas no mundo.

Se você tem comida na geladeira, roupa no armário, um teto sobre sua cabeça, um lugar para dormir, considere-se mais rico que 75% dos habitantes deste mundo.

Se tiver dinheiro no banco, na carteira ou um trocado em alguma parte, considere-se entre os 8% das pessoas com a melhor qualidade de vida no mundo.

Se seus pais estão vivos e ainda juntos, considere-se uma pessoa muito rara.

Se puder ler esta mensagem, você recebeu uma dupla bênção, pois alguém pensou em você e você não está entre milhões de pessoas que não sabem ler.

E faz parte de 1% da população que possui computador.

Vale a pena tentar...

Ame como se ninguém nunca o houvesse feito sofrer.

Trabalhe como se não precisasse do dinheiro.

Dance como se ninguém estivesse olhando.

Cante como se ninguém estivesse ouvindo.

Viva como se aqui fosse o paraíso.



MUITA PAZ!!!!!!!!!!!

quinta-feira, 24 de março de 2011

JESUS e os outros



A Humanidade vive uma profunda crise ética.

As notícias publicadas nos mais diversos veículos de comunicação são desanimadoras.

A um olhar superficial, parece que o mal leva a palma do mundo.

A política afunda na corrupção.

A violência campeia solta pela sociedade.

A falta de pudor se afigura o signo das novas gerações.

A esperteza obtém mais resultados do que a lealdade.

A sonegação de tributos chega a ser apontada como legítima defesa.

Ante tanta sujeira e deslealdade, ser honesto parece algo exótico.

O homem menos refletido pode se perguntar:

"Compensa ser correto?

Em um mundo desonesto e envilecido, não seria melhor também tirar vantagem?"

Para ponderar sobre a questão, convém recordar as lições do Cristo.

Em determinada passagem do Evangelho, Pedro indaga ao Mestre a respeito do destino e das tarefas de outro discípulo.

Jesus, de forma bem significativa, responde:

"Que te importa a ti? Segue-Me tu."

A lição é clara. Cada qual somente é responsável por bem desempenhar seu papel no mundo.

Evidentemente, devemos nos auxiliar uns aos outros. Afinal, o Messias exortou-nos ao amor recíproco.

Contudo, cada um vive o seu momento peculiar.

Do mesmo modo que não é possível colher frutos antes do tempo, um homem não pode apresentar virtudes que ainda não desenvolveu.

Mas, a criatura comprometida com os valores cristãos, não pode utilizar a venalidade alheia como desculpa.

Quem já se conscientizou da importância da honestidade, tem o dever de ser estritamente leal, até às últimas conseqüências.

Jesus afirmou que a cada um será dado segundo suas obras.

Assim, não importa que os outros vivam iludidos. O compromisso do cristão é com a própria consciência.

A dignidade é uma recompensa em si mesma. Por incitar ao cumprimento dos deveres, ela propicia a paz íntima duradoura. Um tesouro que ninguém pode roubar.

Você não é responsável pelo mundo, mas responde por todos os seus atos.

O seu viver digno e ético certamente contribuirá para a construção de uma sociedade melhor.

Por outro lado, de que lhe adiantaria tentar viver adaptado a um mundo corrupto?

Você já anseia por outros valores.

A falta de pudor e de comedimento, de dignidade e de brios não mais combinam com você.

Além disso, ao final de sua vida, você certamente se arrependeria de não ter sido fiel aos seus mais puros anseios.

Viva, pois, com dignidade.

Ante a desonestidade e a indignidade, ofereça seu viver ilibado.

Preserve a pureza de seus atos, independentemente do que façam os outros.

Uma das virtudes a serem adquiridas pelo Espírito em sua jornada pela eternidade é a tolerância.

E onde é possível ser tolerante, senão no meio da ignorância?

Entre Espíritos puros, você não teria ensejo de conquistar essa qualidade.

Assim, considere a sua vida na Terra como uma luminosa oportunidade.

Conviva tranqüilamente entre os corruptos, sem se deixar iludir pela corrupção, sabendo que apenas lobos caem em armadilhas para lobos.

Perceba e tenha piedade dos erros alheios.

Mas, lembre que seu compromisso é com as Leis Divinas e com sua própria consciência.
 


Autor:
Equipe de Redação do Momento Espírita.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

"Natal Diferente"

Quando o mundo atravessa momentos tão difíceis, quando irmãos nossos de todos os cantos sofrem e gemem, açoitados pela dor, pela fome, pelo medo, sendo vítimas de uma terrível violência -a falta de Amor- nos questionamos seriamente sobre este tipo de Natal que vimos festejando desde que nascemos. Natal de pinheiros enfeitados por bolas coloridas, e muito dourado, que tem como símbolo um Papai Noel bem nutrido, gordo e feliz, que é esperado nas casas das crianças que têm posses, com os presentes por elas sonhados e que se esquece das crianças pobres, que mais uma vez ficam sem ter os seus desejos satisfeitos... nem neste dia - o dia em que comemoramos o nascimento de Jesus, nosso símbolo de Amor.
E aí eu me pergunto, se já não estaria na hora de mudarmos isto. Se, agora que já compreendemos melhor o que se passa, não deveríamos romper com as tradições, com o conformismo de viver imitando sempre o que tem sido, para começar a agir de forma mais coerente e festejar um Natal mais cristão.
Pensemos: Jesus é o homenageado hoje.
Bem o que gostaria que nós fizéssemos num dia como esse, o que foi que nos ensinou?
A ajudar aquele que tem menos que nós, a perdoar aos que nos ofenderam, a amar incondicionalmente a todas as criaturas. Se posso dar presente a meus amados, por que não separar um pouco pra dar aos que talvez não tenham sido nunca objeto do amor de alguém?
Se posso ter uma mesa repleta das comidas que gosto, por que não lembrar de levar alguma
coisa gostosa e bonita, para aqueles que talvez ainda não tenham se alimentado hoje?
Será justo que o Príncipe do Amor só seja festejado nas casas dos que têm dinheiro?
Logo Ele, que veio para os humildes, os doentes, os fracos, os caídos?
Bem sei que concorda comigo
- precisamos mudar.
Se não podemos transformar o mundo todo, que modifiquemos apenas o nosso Natal em família.
Neste Natal novo, vamos comprar alimentos para os necessitados. Vamos levar um presente bonito para uma criança pobre, pelo menos para uma e vamos esquecer tantos gastos desnecessários que fazemos, comprando supérfluos que não nos melhoram em nada a vida.
Usemos esse dinheiro para aliviar, um pouco que seja, a dor dos que sofrem, dos que estão sós e com fome. Cada família pode escolher um local pra ajudar, uma pessoa para presentear.
O importante é que este ano a gente estenda um pouco mais o nosso amor e se lembre de alguém que precise mais do que nós. Assim, tenho a certeza de que Jesus será o Papai Noel do nosso Natal, sem roupas vermelhas, sem gorro, não tão gordo e bochechudo, mas nos trazendo Paz, Serenidade e Alegria!

Se leram e gostaram, por favor passem adiante, pois ainda temos tempo...
Vamos tentar promover um Natal cheio de Luz para aqueles que talvez nunca tenham sabido o que é isso. As mudanças todas são abençoadas, no reinar de um Novo Milênio, para uma humanidade que já se cansou de tantos erros e espera pela Paz!
(Desconheço o Autor)

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Violência e Paz

Toda vez que assistimos os noticiários da TV, que lemos revistas e jornais, ficamos inquietos com a onda de violência que invade o mundo.

Por recear os violentos, deixamos de sair à rua. Pensamos que ficando em casa ficaremos livres das investidas dos maus.

Verdadeiramente, a solução é confiar em Deus e buscar manter ou conquistar a paz. Essa paz tão almejada por todos nós.

A paz, que caminha com o amor, tem a capacidade de transformar a violência em docilidade, por mais difícil que isso possa parecer.

Lembramo-nos de muitos exemplos. Do lobo que Francisco de Assis amansou. Da vitória da não-violência de Gandhi.

Tanto quanto de centenas e centenas de corações anônimos que trabalham em silêncio pela paz da Humanidade, pacificando os que se encontram mais próximos.

Essa doce e silenciosa influência bem está ilustrada num fato ocorrido durante a Guerra do Vietnã e que foi narrada por um soldado norte-americano.

Conta ele que, junto com outros companheiros, estavam escondidos numa plantação de arroz. Assim também ali se escondiam vietcongues.

E passaram a travar um acirrado tiroteio. De repente, por um estreito caminho que dividia um campo do outro, surgiu uma fila de seis monges, andando na mais perfeita paz, tranqüilos e equilibrados, seguindo bem em direção à linha de fogo.

Todos eles olhavam para a frente, de forma serena, como se não houvesse perigo algum.

Naquele momento, algo estranho aconteceu com os soldados de ambos os lados. Ninguém sentiu vontade de atirar enquanto os monges passavam.

E depois que eles saíram da linha de fogo, o calor da luta havia desaparecido. Naquele dia, ao menos, todos eles desistiram do combate.

*   *   *

Quando conseguirmos manter a paz inalterável, haveremos de nos sentir muito bem.

Em nosso planeta se espalhará um odor de calma, um desinteresse pelas ações violentas. Haverá uma vontade de mudar e buscar outros valores.

Em cada um haverá a recordação da inocência infantil e o amor brotará nas criaturas de forma espontânea.

Certamente, até chegarmos lá, ainda teremos que conviver com a violência.

Assim foi com Gandhi, que encontrou um jovem que lhe atirou em pleno peito, fanando-lhe a vida. Assim foi com Jesus, que sofreu a penalidade da crucificação.

Mas, da mesma forma que eles permaneceram imperturbáveis na sua paz, influenciando-nos a pensar na paz, a desejá-la e conservá-la, assim nos devemos portar.

É como se pudéssemos tornar a ouvir, repetidas vezes, a voz do Rabi Galileu a entoar o seu poema:

E eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a mim mesmo... Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou.

*   *   *

Sejam os teus atos um reflexo da tua paz, que deves cultivar com os esforços de todo dia e os investimentos de toda hora.

 
Redação do Momento Espírita, com base em artigo da pág. 26, da Revista Presença Espírita, set/out.1997,

terça-feira, 9 de novembro de 2010

"PALAVRAS de CHICO XAVIER"

“No mundo Espiritual, muita gente vai se surpreender... Lá, não seremos identificados pela importância, ou melhor, pela nossa suposta importância no mundo... Os espíritos nem ligam para a gente: estão ocupados, cuidando da sua própria evolução... Se pudermos acompanhá-los... Caso contrário, vamos nos sentir profundamente decepcionados. Gente há que desencarna imaginando que as portas do Mundo Espiritual irão se lhes escancarar... Ledo engano! Ninguém quer saber o que fomos, o que possuíamos, que cargo ocupávamos no mundo. O que conta é a luz que cada um já tenha conseguido fazer brilhar em si mesmo. Esse negócio de ter sido fulano de tal interessa à consciência de quem foi e, na maioria das vezes, se complicou... Os espíritos são indiferentes a essas coisas, quase frios aos rótulos que supervalorizamos e ao convencionalismo – coisas que nos fazem supor o que não somos...”

Extraido do livro-Momentos com Chico

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

"A VIDA e NÓS"

Criando as criaturas para a glória da vida, na condição de espíritos eternos, destinados a lhe herdarem as qualidades divinas, o Criador criou:


Um reino — o Universo.
Uma organização comunitária — os mundos da vastidão cósmica.
Um lar — a Natureza.

Uma família — a Humanidade universal.

Um ambiente — a paz.

Um envoltório — a matéria.

Um sistema de controle — a afinidade com a gravitação.

Uma religião — o amor.

Uma lei — a justiça.

 Um tribunal — a consciência.

Uma doutrina de compensação — a cada um por suas obras.

Uma riqueza igual para todos — o tempo.

Uma força — o bem.

Um princípio — a liberdade.

Um direito — o apoio ao dever cumprido.

Uma regra para o dever — a disciplina.

Um regime para as criaturas — o equilíbrio.

Uma ordem — o progresso.

Uma tabela de responsabilidade — o conhecimento em vários graus.

Um metro — a lógica.

Um código de trânsito espiritual — a fraternidade com o respeito mútuo.

Uma escola — a reencarnação.

Um processo de aprendizagem — a experiência.

Uma instituição crediária — o serviço ao próximo.

Um instrumento para cada criatura — o trabalho.

Uma oficina — o burilamento.

Um objetivo — a perfeição.


À face de semelhantes realidades todos os atritos, conflitos, provações, aflições, dificuldades e embaraços são criações nossas na Criação de Deus e que, tão-só na escola das vidas sucessivas com criteriosa aplicação dos tesouros do tempo, conseguiremos nós extinguir.


Emmanuel
In: Passos da Vida - Francisco Cândido Xavier