domingo, 22 de maio de 2011

VOCÊ e a REENCARNAÇÂO


A reencarnação é o retorno da alma à Terra, repetidas vezes, no corpo humano. Somente essa doutrina explica a aparentes injustiças da vida. É a verdade eterna.

Na sucessão dos nascimentos, o homem adquire experiência e conhecimento acerca de si mesmo e do seu destino. Pela reencarnação aprende-se que “o homem colhe aquilo que semeia”.

Toda vida é eterna. A lei da justiça é infalível. Não há um pensamento, uma palavra ou uma ação que não tenha o seu eco. Para possuir, dê. Você tem de saber disso. O homem cria as causas e a lei cármica ajusta os efeitos. Você tem liberdade de escolher entre o bem e o mal.

Portanto, o melhor esforço está no aperfeiçoamento próprio. É isso que importa, afinal de contas? A instrução é o tesouro da alma. Mas, que aproveita ao homem possuir um tesouro e não usá-lo em boas ações?

O desenvolvimento da nossa acuidade espiritual faz brilhar a luz dentro de nós. Não basta ao homem espiritualizar-se. Ele deve aplicar e demonstrar a sua espiritualização. Viver é dar.

Deus enviou-nos, a cada um de nós, para ser um trabalhador do Seu Reino. O fruto da cultura é semeado em obras para a generosidade de Deus no mundo. De outro lado, o conhecimento é como a semente; a que cai no coração aberto, produz o fruto da perfeição.

Se a nossa fé em Deus for suprema, Deus retribui na mesma medida.

A justiça o exige e, assim, o entendemos. Destinamo-nos à felicidade aqui ou além se, acima de tudo, proporcionarmos felicidade ao nosso semelhante.

Essa é a lei de causa e efeito – renascimento.

De que serve o conhecimento inativo?

Dê amor à Humanidade e Você receberá amor, em todas as suas manifestações.

Todo ser humano é rodeado de oportunidades sem fim e de infinitas possibilidades. A lei cármica retribui a você do modo como você a recebe.

Procure conhecer-se e praticar as boas ações sempre.

Experimente.


(Do livro "Entre Irmãos de Outras Terras", Emmanuel, Francisco C. Xavier e Waldo Vieira)

domingo, 15 de maio de 2011

"A FORÇA DE UM ABRAÇO"


Ele acordou indisposto e irritadiço. Seus pensamentos logo se voltaram para o escritório, lembrando de problemas ainda pendentes de solução, bem como do trânsito que teria que enfrentar. Ficou mais irritado ainda.

Tomou rapidamente um pouco de café, despediu-se da esposa e caminhava para a porta, quando ouviu aquela voz com jeitinho de sono ainda, que, carinhosa e meigamente, lhe falou: Papai, espere por mim!

Ele parou, voltou-se. Ali estava sua filhinha, de 5 anos, de pijama, braços estendidos para lhe dar um abraço.

Abaixou-se, depositou a mala de trabalho no chão, e acolheu-a, demonstrando uma certa pressa.

Ela aconchegou-o num forte e demorado abraço, beijou-o e disse-lhe: Todas as noites eu agradeço ao Papai do Céu assim: Obrigada, Papai do Céu, por tudo. Mas, muito mais por você me ter dado um papai e uma mamãe que me amam.

Deu-lhe mais um beijinho e mais um abraço, dizendo-lhe: Eu amo muito você. Tchau, até depois mais. Estarei aqui esperando por você.

Aquele momento, aquele abraço e aquele beijo tiveram o efeito de algo como uma forte descarga elétrica lhe passando da cabeça aos pés.

Saiu, irradiando alegria por todos os poros. Meio que caminhando nas nuvens. Mudara totalmente seu estado mental. Já não era o mesmo. beça

No trânsito, dirigiu com a maior cortesia e paciência, distribuindo sua satisfação.

Quando chegou ao prédio do escritório, cumprimentou o garagista do estacionamento com sinceridade.

Adentrou o elevador, tendo dado a vez aos outros que também ali estavam e, sorridente, desejou um autêntico bom dia a todos.

Como há muito ele não fazia, entrou no escritório com um largo sorriso no rosto e cumprimentou cada um dos funcionários com um aperto de mão.

Passou pela sala do seu chefe, pediu licença e entrou. Dirigiu-se até ele, deu-lhe as mãos e o abraçou.

Depois, olhando-o, disse-lhe: Há tempos estou para lhe falar duas coisas. A primeira, é que lhe sou muito grato pela oportunidade que me deu na sua empresa, ao contratar-me.

A outra, é a de que aprendi a devotar-lhe, além do respeito de um funcionário para com seu patrão, grande amizade e reconhecimento, pela sua forma leal de ser para comigo e para com os demais.

Antes que seu chefe se recuperasse da boa surpresa, concluiu: Neste momento estou repassando-lhe um pouco da alegria que minha filhinha me deu hoje, antes que eu saísse de casa.

Ambos sorriram. Nada mais falaram. Foram para seus quefazeres do dia. Os dois já não eram mais os mesmos.

* * *

A força de um abraço com carinho e fraternidade pode transformar o mundo, começando por transformar o seu dia ou o dia de alguém, para muito melhor.

Faz tempo que você não abraça seu filho? Há quanto tempo não abraça sua esposa ou seu esposo, como quem abraça um devotado amigo ou uma devotada amiga?

Lembra-se de quando foi o seu último abraço sentido e verdadeiro em seu pai e em sua mãe? Um abraço como se fosse sua oração de gratidão a Deus pela presença deles em sua vida?

Pense nisso! Pense na força de um abraço.
 

sábado, 7 de maio de 2011

MÂES EXTRAORDINÁRIAS



O jovem andava pela rua quando deparou com um homem caído.

Inexperiente, mas com enorme coração, chamou um táxi, colocou nele o homem e pediu para rumar ao hospital.

Ao chegar lá, descobriu que não tinha dinheiro para pagar a corrida.

O taxista lhe disse:

Quem é este homem que você vem trazendo ao hospital?

Não sei, respondeu o moço. Encontrei-o caído na rua e pensei em dar socorro.

Bom, respondeu o profissional, se você pode ajudar a quem não conhece, eu também posso. A corrida fica por minha conta.

O homem, ainda inconsciente, foi colocado em uma maca. Mas aí, os problemas começaram.

O moço não sabia o nome dele, nem endereço, nem se tinha plano de saúde. Nada.

Afinal, como disse à recepcionista, eu não mexi nos bolsos dele. Só pensei em socorrer.

Bom, se ele não é seu parente, não é seu conhecido, quem vai se responsabilizar pelos custos do atendimento que for necessário?

Não sei, falou o rapaz. Eu não tenho condições. Só sei que ele precisa de atendimento. Não pode ficar aí, sem que ninguém o socorra.

A questão era simples, segundo a moça. Ele devia depositar um valor em caução e o restante poderia ser ajustado, mais tarde.

Enquanto tentava explicar que não tinha dinheiro, e quase suplicava para que o seu socorrido fosse atendido, um médico adentrou o hospital.

Fale com ele, disse a moça. É o diretor. Se ele autorizar...

E assim foi. Ciente do que estava acontecendo, o médico de imediato diligenciou para que o homem adentrasse o hospital e passasse a receber atendimento.

Na seqüência, pediu ao jovem que fosse ao seu escritório.

Quando o rapaz entrou na sala, encantou-se com um quadro, em tamanho natural, de uma senhora, de olhos expressivos, belíssima.

Quem é? - perguntou.

O diretor, sentando-se, contou: Minha mãe. Ela era uma mulher pobre. Lavando e passando roupa, conseguiu que eu me tornasse médico.

Ela já morreu. Mas conseguiu o seu propósito: formei-me em Medicina e como vê, hoje sou o Diretor Geral deste grande hospital.

Quem diria... O pobre filho de uma lavadeira. Mas essa mulher extraordinária, não somente conseguiu que eu alcançasse o diploma.

Ela me deu lições de sabedoria e de vida. No dia em que me formei, ela me recomendou:

"Filho, faça o bem quanto possa. Use o seu saber, como médico, para salvar vidas."

Por isso, meu jovem, quem chega neste hospital, é atendido, como está sendo aquele homem que você recolheu na rua.

Depois veremos se ele tem ou não dinheiro para pagar.

Em memória de minha mãe, dessa mulher excepcional que tanto trabalhou para que eu me tornasse médico, jamais deixarei que alguém morra à porta de meu hospital.

Atendo e atenderei sempre, da melhor forma possível, pagantes e não pagantes. Não poderia deixar de atender a um pedido de minha mãe.

Toda mãe é uma educadora. Algumas lecionam matérias para o dia a dia dos seus filhos. Ensinam a se portar, mandam o filho para escola, alimentam-no. Outras, e são essas as mães extraordinárias, renunciam a tudo pelo bem dos seus rebentos.

Transmitem lições para a vida imperecível. Não pensam somente no bem-estar físico dos filhos. Vão além. Trabalham e estabelecem lições para a vida do Espírito.

Elas desejam que seus filhos sejam felizes agora, no hoje, na Terra, e no Além, quando abandonarem o casulo carnal.

Essas mães... Essas mães são mesmo extraordinárias.
 

Autor:
Redação do Momento Espírita, 

domingo, 1 de maio de 2011

"A nobreza de um gesto"

 


Habitualmente falamos que somente coisas ruins ganham manchete. Que notícia boa não é veiculada porque não vende nem jornal, nem revista.

No entanto, por vezes, um gesto nobre ganha o noticiário internacional.

Assim aconteceu com um palestino que virou manchete mundial. Ele não protagonizou nenhum dos conflitos que têm abalado as relações e a paz dos povos do Oriente.

O mecânico Esmael Khatib deu uma verdadeira lição de fraternidade ao doar os órgãos de seu filho Ahmed a pacientes israelenses, que necessitavam de transplantes.

O palestino teve seu filho, de apenas 12 anos, alvejado por soldados de Israel, durante uma operação de busca no campo de refugiados de Jenin.

O mecânico optou pela doação, inspirado pela perda de seu irmão, de 24 anos, que, não resistindo à longa espera por um transplante de fígado, veio a morrer.

Entre os beneficiados pelo gesto do palestino se encontravam um bebê de 7 meses e uma mulher de 58 anos.

Alguns eram judeus, árabes-israelenses e uma garota de origem drusa.

Conforme reproduziu o jornal Folha de São Paulo, Khatib teria dito:

Eu me sinto bem pensando que os órgãos de meu filho estão ajudando seis israelenses.

Acredito que o meu filho está agora no coração de todo israelense.

O fato repercutiu pelo Mundo, exatamente pelos conflitos que envolvem as nações em questão.

Tanto mais que o menino fora morto por israelenses.

O fato é que, aquele pai, dolorido pela separação violenta do filho amado, encontra forças para beneficiar pessoas.

Não indaga se pertencem à sua mesma nação, ao seu povo, à sua família.

Não pergunta se são amigos ou inimigos. Simplesmente doa. Um gesto de humanidade, uma ação altruísta.

A nota nos remete aos versos do sublime Galileu há mais de dois milênios: Ama o teu próximo... Faze o bem a quem te persegue... Ama o teu inimigo.

Em nosso Brasil, embora as campanhas promovidas e a facilidade que se tem para doar órgãos, ainda é muito grande a fila de espera.

Algumas estatísticas apontam que chega a 60 mil o número, em nosso país, dos que se encontram aguardando transplantes.

A doação de órgão não é contrária às leis da natureza, porque beneficia a vida.

Os doadores colaboram com a vida. O Espírito se liberta da carne e permite a outros o retorno da visão, a desvinculação de procedimentos morosos e dolorosos.

Permite que um pai retorne ao lar, que o profissional retome atividades interrompidas, que o jovem volte a tecer sonhos de estudo e produtividade.

Aqui, é a bomba cardíaca que torna a regularizar seu ritmo; ali é um fígado que volta a funcionar; além é um pulmão que se enche de ar, insuflando vida.

Beneficiados os que recebem as doações dos órgãos. Abençoados por Deus os que se fazem doadores da esperança e da vida que estua.

Pense nisso.
 

Autor:
Redação do Momento Espírita, a partir de notícia publicada no Jornal Folha de São Paulo, datado de 8 de novembro de 2005. 

sexta-feira, 22 de abril de 2011

"O TEMPO é ETERNO"

Mensagem - Foto

A suave luz da manhã anuncia mais um dia que se inicia.
A cada novo amanhecer, por que acordamos?…
De batalha em batalha, a vida vamos levando.
Mais um dia de batalhas: emocionais, financeiras, profissionais, acadêmicas, intelectuais…
Há quem diga que o que nos faz acordar e enfrentar mais um dia é a esperança da felicidade.
Felicidade – esta palavra tão usada, mas tão difícil de definir.
O que vem a ser a Felicidade, onde haveremos de encontrá-la?
“Felizes são aqueles que levam consigo uma parte das dores do mundo. Durante a longa caminhada, eles saberão mais coisas sobre a felicidade do que aqueles que a evitam.”
E o que significa “levar consigo uma parte das dores do mundo”?
Nos tempos atuais, onde as pessoas estão cada vez mais materialistas, “compaixão” é um termo em desuso…
Nas conversas diárias, impera a individualidade:
“O meu salário.”
“O meu próximo carro.”
“O novo toque do meu moderno celular.”
“O roteiro de férias da minha família”…
E ao nos cegarmos para a compaixão, nos afastamos na mesma medida da verdadeira felicidade.
É na Caridade que se encontra a materialização da Compaixão.
É na Caridade que se realiza o prometido encontro com o nosso Criador, pois Ele marcou
o encontro onde nos parece mais contraditório: no oprimido, no sedento, no faminto e no nu.
Naqueles que o sistema considera nulos, pois praticamente não produzem nada, e quase nada consomem, Deus quis reconhecer Sua existência.
Ele os chama de “Meus irmãos e Minhas irmãs menores” e diz:
“Quem os recebe a Mim recebe, quem os rejeita a Mim rejeita.”
Partilhar bens e dons materiais e espirituais.
Procurar a elevação espiritual, progredindo em virtudes e boas ações.
Ascender, um degrau que seja, todo dia, em direção à nossa Bem-aventurança.
Preservar o coração de todas as sugestões ou impulsos diversos que o desencaminham da Pureza e do Silêncio necessários ao estabelecimento nele da Presença Divina.
Renascer a cada dia, aperfeiçoando a essência que em nós habita.
E acima de tudo se deve guardar e cuidar da criança que existe dentro de cada um de nós.
(autor desconhecido)

sábado, 16 de abril de 2011

"PEGADAS LUMINOSAS"



Se queres ser feliz, Auxilia!!!
Se desejas que te ouçam, Ouça!!!
Se queres ser amado, Ame!!!
Quando descobrires o caminho, e, ao,
indicá-lo fores desacreditado;
crê em ti e segue, pois
algum dia vislumbrarás bem distante
espontar pequenas luzes na estrada.
Assim é a vida!!!
Um longo caminho!!!
Um grande aprendizado!!!
Onde o correto, o verdadeiro por
vezes começa só, mas um dia
perceberá muitos a seguí-lo.
Portanto: Não te afastes de tuas
verdadeiras convicções!!!
Não questiones se fostes ouvido,
seguido ou amado!!!
Esta estrada a ser achada é individual.
É longa, cheia de percalços e para
muitos ainda está bloqueada!!!
Procura afastar as pedras
de teu caminho e se conseguires
afasta também as do teu próximo.
Sem que ele perceba
propicia-lhe um atalho.
Deixa o caminho pronto e segue!!!
Completa a tua Obra
e Crê naqueles que te enviam Luzes.
"Vive de tal forma, que deixes pegadas
luminosas no caminho percorrido,
como estrelas apontando
o rumo da felicidade"
_Joana de Angelis _

sexta-feira, 8 de abril de 2011

"ATITUDE NO LAR"


Certa vez uma criança de sete anos perguntou à sua mãe, que era famosa apresentadora de programa de TV:

- Mãe, por que na tela da televisão você sempre aparece sorrindo e feliz e em casa está sempre séria e nervosa?

A mãe, pega de surpresa, respondeu:

- É porque na televisão eu sou paga para sorrir.

Ea filha, mais que depressa, tornou a perguntar:

- Mãe, quanto você quer ganhar para sorrir também em nossa casa?

A pergunta da garotinha nos oferece motivos de reflexão.

Por que não sorrir no melhor lugar do mundo, que é o nosso lar? Por que não dar para os nossos tesouros mais preciosos, o melhor?

Você já parou para observar um irrigador de grama em funcionamento?

Girando, ele irriga toda a grama à sua volta. Mas quando chegamos mais perto, observamos que a grama que está próxima do irrigador, está seca.

O irrigador molha a grama que está distante de si, mas não consegue molhar a grama que está mais próxima.

Será que em nossa família estamos agindo à semelhança do irrigador de grama?

Se estamos, é hora de mudar com urgência. Verifiquemos que quando um amigo vem à nossa casa, colocamos um sorriso no rosto.

Procuramos ser prestativos, companheiros, perguntamos como ele está, o que tem feito.

Somos extremamente simpáticos. Nosso rosto é a própria expressão da alegria e da camaradagem. Batemos carinhosamente em suas costas. Olhamos com respeito e amizade nos seus olhos. Sorrimos e sorrimos muito.

Toda nossa atenção, durante o tempo em que ele está conosco, é para ele. Deixamos as nossas atividades habituais, largamos o jornal, deixamos de assistir o programa de tv que tanto gostamos.

Termina a conversa, o amigo precisa ir embora e despedimo-nos. Acompanhamo-lo até à porta, ficamos acenando até ele desaparecer na rua.

Agora, voltamos para o interior da nossa casa e para nossa família.

Como que num passe de mágica, nosso rosto se fecha, ficamos carrancudos.

Vamos ler nosso jornal em silêncio, e que ninguém nos perturbe. Passamos a ser outra pessoa. Junto ao amigo somos pessoas simpáticas e sorridentes. Junto à nossa família somos antipáticos e exigentes. Por que?

Será que os nossos amores não merecem a nossa atenção e o nosso carinho?

Pense nisso!

Se você se deu conta que está agindo mais ou menos como um irrigador de grama, reverta logo a situação.

Ainda hoje, enquanto você está com seus filhos, sua esposa, seus pais, seja alegre.

Converse. Interesse-se pela vida deles. O que eles fazem enquanto você está na escola, no trabalho, na rua?

Eles estão com algum problema? Gostariam de contar?

Sorria.

Conte histórias de bom conteúdo. Relate fatos de sua experiência. E sorria.

Sobretudo, abrace com carinho, beije com amor.

Agindo assim, nossa casa se transformará em um lar.

E ainda hoje seremos mais felizes.
 

Autor:
Equipe de Redação do Momento Espírita