domingo, 1 de janeiro de 2012

domingo, 2 de outubro de 2011

"A parábola da caixinha"

 

Um granjeiro pediu certa vez a um sábio que o ajudasse a melhorar sua granja, que tinha baixo rendimento. O sábio escreveu algo em um pedaço de papel, o qual foi colocado numa caixa. Ao entregá-la ao granjeiro, disse:

- Leva esta caixa por todos os lados de sua granja, três vezes ao dia, durante um ano.

Assim fez o granjeiro. Pela manhã, ao ir ao campo, levando a caixa consigo, encontrou um empregado dormindo, quando este deveria estar trabalhando. Acordou-o e chamou sua atenção. Ao meio-dia, quando foi ao estábulo, encontrou o gado sujo e os cavalos ainda sem sua alimentação.

E à noite, indo à cozinha com a caixa, deu-se conta de que o cozinheiro estava desperdiçando os alimentos. A partir daí, todos os dias, ao percorrer sua granja de um lado para outro com seu amuleto, encontrava coisas que deveriam ser corrigidas.

Ao final do ano voltou a encontrar o sábio e lhe disse:

- Deixe esta caixa comigo por mais um ano. Minha granja melhorou o rendimento desde que estou com o amuleto.

O sábio riu e, abrindo a caixa, disse:

- Podes ter este amuleto pelo resto da sua vida.

No papel havia escrito a seguinte frase: “Se queres que as coisas melhorem, deves acompanhá-las de perto constantemente”.

PENSEMOS NISSO!!!!!!!!!!

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

"UM ESPECIAL TESOURO"


Na Epístola aos Efésios, capítulo 5, versículos 14 a 17, Paulo de Tarso conclamava os homens no seguinte sentido:

"Desperta, ó tu que dormes, levanta-te dentre os mortos e Cristo te iluminará.

Andai prudentemente, não como néscios e, sim, como sábios, remindo o tempo, porque os dias são maus.

Não vos torneis insensatos, mas procurai compreender qual é a vontade do Senhor."

Paulo indicava o ideal cristão como sendo a sublime meta a ser alcançada pelo homem.

Ao dizer que "os dias são maus", reportava-se aos problemas, às dificuldades cotidianas que, ontem como hoje, marcam nossas existências.

Diversas são as dores que afligem nossos dias.

Provas e expiações são características constantes do mundo em que vivemos.

Por isso, devemos conduzir nossos passos com cautela, não como tolos que não sabem o que fazem.

Devemos cultivar a reflexão, resgatando o tempo perdido nas veredas dos erros.

O tempo é um tesouro de valor inestimável concedido a todos, por Deus, de forma indistinta.

Os minutos, os dias, os séculos têm a mesma duração para todos os seres.

Mas como utilizamos esse tempo?

Afinal, o modo como nos valemos dele é que faz a diferença, o resultado.

Usamos nosso tempo ou apenas o desperdiçamos?

"Matamos" o tempo, valemo-nos de meros "passatempos", ou o investimos como uma moeda valiosa capaz de nos trazer grandes lucros?

Onde estivermos, poderemos adquirir valiosos patrimônios de experiência e de conhecimento, de virtude e de sabedoria.

Para tanto, não podemos permitir que os minutos se escoem improdutivamente.

Muitas pessoas passam a vida como se estivessem mergulhados em um sonambulismo, embalados no sonho da ilusão.

Deixam que séculos decorram, semeando apenas inconseqüências e vícios, comprometendo o futuro com a colheita inevitável de sofrimentos.

É imperioso, portanto, que aproveitemos as horas.

Podemos começar tentando corrigir nossas próprias imperfeições.

Os vícios, por exemplo, não representam apenas perda, mas também comprometimento futuro do tempo.

Quantos minutos perde o fumante, por ano, no ritual das baforadas de nicotina?

Quantas horas precisa trabalhar para alimentar seu vício?

Quantos dias abreviará de sua existência em virtude das moléstias que decorrem do uso do cigarro?

Quantos anos sofrerá, mesmo depois da própria morte, para reequilibrar o próprio Espírito?

E o maledicente?

Quantos minutos perde diariamente divagando sobre o comportamento alheio?

E quantas existências gastará depois, às voltas com males que sedimentará em si mesmo?

Tantas são as opções para quem pretende aperfeiçoar o próprio espírito!

Tantas são as oportunidades diárias que surgem para quem tem olhos de ver e ouvidos de ouvir!

Disciplinar palavras e emoções.

Ensaiar atitudes de humildade.

Treinar a paciência.

Ampliar seus conhecimentos.

Conter a língua ferina.

Eis aí algumas sugestões iniciais para quem se disponha a aplicar valiosamente seu tempo em seu real benefício.

Afinal, Deus nos oferece a bênção do tempo para as experiências humanas, mas, cedo ou tarde, deveremos prestar contas à Divindade, da forma como utilizamos esse precioso presente.

Pensemos nisso, desde agora.
 


Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita, 

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

"SER ÚNICO"


Vários especialistas conseguem definir as reais necessidades humanas. Mas poucos conseguem entendê-las diante de uma percepção mais humanística. Isto ocorre porque geralmente somos rotulados e definidos através de uma média geral.

O ser humano em toda a sua complexidade é um ser único, cheio de expectativas e com sonhos exclusivos. O que serve para “A” poderá não servir para “B”. Entender este princípio básico da vida é o mesmo que elevar o grau de compreensão das pessoas em todos os seus aspectos e particularidades, abrindo assim novas portas para a felicidade e o amor ao próximo.

Afinal de contas, estamos todos juntos neste lindo planeta azul, que gira em volta de um lindo sol dourado, cheio de energias destinadas a você.

Autor Anônimo

domingo, 31 de julho de 2011

"Dificuldades são oportunidades"


Era o dia 8 de janeiro de 1942, dia em que o mundo lembrava os 300 anos da morte de Galileu Galilei. Em uma maternidade da cidade de Oxford, Inglaterra, nascia um menino que seria chamado Stephen.

Em plena Segunda Guerra Mundial, a cidade de Oxford era segura devido a um acordo mútuo de não agressão às cidades de grandes universidades, firmado entre a Inglaterra e a Alemanha.

Criado em Londres, foi um garoto saudável e de desempenho escolar regular, nunca ficando entre os primeiros da classe.

Aos 17 anos, contra a vontade do pai que o queria médico, Stephen Hawking inicia o curso de Física, seu grande sonho, em Oxford.

Ainda durante a Universidade começou a mostrar sintomas de uma estranha doença: lentidão nos movimentos, quedas, dificuldades de fala. Aos 21 anos o diagnóstico sombrio: esclerose lateral amiotrófica.

Até hoje sem cura, essa doença destrói os neurônios que controlam os movimentos, e os músculos vão paralisando lentamente. É como uma sentença de morte sem data para acontecer, como escreveria ele mais tarde.

O jovem rapaz, aturdido pelo diagnóstico, encontrou apoio em sua namorada, Jane, que o incentivou a fazer o doutorado e a procurar emprego, pois os dois deveriam casar.

Em sua tese iniciou os estudos que comprovaram a teoria do Universo em expansão, a partir de um ponto conhecido como Big Bang.

Casou-se e teve três filhos, encontrando, na esposa, uma companheira incansável. A lentidão física, segundo ele, lhe dava tempo para pensar mais.

Ganhou fama também com o estudo dos Buracos Negros, publicando trabalhos científicos e livros que o notabilizaram, enquanto seu corpo paralisava progressivamente.

No início do livro Uma breve história do tempo, ele diz que, exceção feita à sua doença, ele é feliz em todos os aspectos de sua vida, tendo sorte de ter escolhido uma profissão que só precisa do intelecto.

Chegou a escrever que sua deficiência não lhe causara maiores problemas, tendo contado com auxílio da família, de colegas e alunos.

Hoje, aos 67 anos, em uma cadeira de rodas, ele se comunica por um sintetizador de fala, ligado a um computador, possibilitando-o até de dar palestras. Nunca parou de estudar. Desafia a medicina com sua longa sobrevida.

* * *

Pensemos quantos de nós, frente ao mais leve sintoma de doença, cuidamos de nos afastar do trabalho ou dos estudos, com atestados médicos de longa duração.

Quantos se aposentam por invalidez e não voltam mais a estudar, sequer desenvolvendo algum trabalho que esteja dentro das novas condições físicas.

Contudo, a doença pode ser uma oportunidade de reflexão, uma oportunidade de superação, mas, nunca, uma desculpa para desistir.

Que o exemplo desse notável homem, que hoje ocupa a cadeira de Professor Lucasiano de matemática, na Universidade de Cambridge, lugar já ocupado por Isaac Newton, nos sirva de reflexão e de exemplo de vida.

Pensemos nesta frase por ele proferida: Quando temos de enfrentar a possibilidade de uma morte prematura, nos damos conta do quanto vale a pena viver!
 

Autor:
Redação do Momento Espírita. 

domingo, 24 de julho de 2011

A oração em FAMILIA


É lamentável perceber o esquecimento da oração, em grande número de lares pela Terra inteira.

Mesmo em grupos familiares que se dizem cristãos, falta o aconchego maior com as fontes fecundas de paz em que se converte a oração.

Mais do que pode supor a pessoa que ora, a alma que se liga às faixas luminosas do diálogo com Deus, absorve desse estuário bendito do mundo invisível, as mais profundas dádivas de recursos aptos a sustentá-la nas lides em que se movimenta no planeta.

Esse salutar costume de abrir-se para dizer ao Criador o que se sente, mesmo ciente de que Ele sabe de todas as coisas, converte-se em exercício maduro de autoconhecimento gradual, em exercício de humildade, que eleva e bendiz a criatura.

No campo doméstico, pois, ensine a seus filhos, desde pequeninos, tão logo consigam acompanhar os pais, a entoar as palavras da prece, que, com o tempo irão compreendendo, adicionando seus próprios sentimentos, valendo-se, ao mesmo tempo, dessa norma feliz, como fuga das tormentas em si ou em torno de si, ou como bálsamo medicamentoso em face dos padecimentos físicos e morais que, acaso, lhes esbarre a caminhada terrena.

Ensine-os a não fazer da prece um conjunto de palavras inócuas das quais a sincera compenetração não faça parte.

Mostre-lhes que, por ser valiosa, a prece deve ser entoada ou emitida, em regime de unção íntima, fazendo silêncio no aposento do coração, para que aprenda a ouvir as respostas das alturas, que podem ser imediatas ou nos encontrar pelos caminhos.

Ensine aos seus que a prece não é um instrumento de barganha com a Divindade, num regime de trocas infantil.

A prece é uma forma de comunicação. Quanto mais honesta, mais alta. Quanto mais alta, melhores os seus resultados.

Independente da sua oração diária e íntima, aproveite o encontro de sua família, que seja uma vez por semana, em qualquer dia, em qualquer horário que possam estabelecer para a prece em conjunto, ou para a prática da leitura do Evangelho no lar.

Diante da mesa posta do Evangelho de Jesus, recolherão, você e os seus, os mais sublimes e valiosos recursos da Divindade, para que consigam dar conta dos múltiplos compromissos da presente reencarnação, sem perda de tempo.

Orar é nobre condicionamento, harmonizando-nos com o Infinito...

* * *

A oração no lar constrói em suas cercanias uma redoma protetora, evitando que as naves domésticas sejam invadidas por pensamentos escuros, e por entidades indesejadas.

Saúde espiritual inenarrável costuma penetrar as almas que, no reduto doméstico, se aliam aos benefícios deste diálogo com o Alto.

A prece ao lado de nossos amores fortalece os laços que nos unem, e faz-nos mais fortes e esperançosos perante as realidades difíceis que ainda temos que enfrentar lá fora e em nós mesmos...
 

Autor:
Equipe de Redação do Momento Espírita

domingo, 10 de julho de 2011


Num final de noite frio, de noite estrelada, um homem dirige seu carro pelas ruas da cidade.

No banco de trás ele carrega um tesouro: seu filhinho de 2 anos de idade.

Parados no semáforo, ele observa que o filho está com o olhar fixado no alto, longe, para fora da janela.

Uma luz azul suave adentra o veículo, iluminando o rosto da criança, proporcionando uma beleza sem igual para o pai apaixonado.

Então, com aquela voz tenra, a voz pequena da descoberta das primeiras palavras, o filho diz: lua.

Sim, é mesmo! - diz o pai. É a lua! Que linda é a lua, não é, meu filho?

A criança nada responde, e continua observando, encantada, o satélite natural da Terra.

As crianças sabem que o belo precisa ser contemplado, e que qualquer palavra é pequena e insuficiente para descrevê-lo.

Após isto, o pai torna o olhar para fora também, e consegue observar a maravilha de uma noite enluarada de outono.

Consigo então pensa: Quando deixei de ver a lua?...

Lembrou-se que fazia muito tempo, desde a última vez que pôde contemplar o fulgurante brilho lunar.

Será que me esqueci da lua?... Ela certamente não esqueceu de mim, pois há pouco conversava com meu filho, em pensamento...

* * *

Os dias tumultuosos; os muitos afazeres; as preocupações. Tudo isso pode nos fazer perder um pouco o contato com a natureza, e com as coisas simples da vida.

Começa o ano, quando vemos já é março, já é junho... E nesse tempo todo - pois é muito tempo - não pudemos ver o céu estrelado, um pôr do sol, ouvir um pássaro cantar...

Faltou tempo, alegamos, quando na verdade faltou oportunidade. E quem é capaz de criar tais oportunidades? Somos nós apenas, ninguém mais.

O contato com a natureza nos renova as forças, nos proporciona momentos de reflexão, de pensamentos mais leves, despretensiosos até...

Tudo isso faz bem à alma e ao corpo. O ser humano precisa recarregar suas energias, constantemente, e Deus nos deu diversas fontes inesgotáveis de tais recursos.

Uma volta na quadra a passos lentos; um piquenique sem hora para começar ou terminar; alguns minutos de brincadeira com os filhos...

Um jantar surpresa, a dois; uma visita a alguém querido; um final de semana sem TV ou Internet...

Não podemos nos deixar ser simplesmente consumidos, pelo mundo moderno e suas neuroses atuais.

A vida é muito mais que acordar, trabalhar, alimentar-se, usufruir de pequenos prazeres, dormir...

Estamos aqui, na Terra, com objetivos muito claros e nobres. Estamos aqui para crescer, para nos transformar em pessoas de bem através do amor.

Se nos esquecemos disso passamos a ser espécies de zumbis sociáveis, afogados em mil afazeres, sempre fazendo algo - sem tempo para nada - mas, vazios, tristes, depressivos.

Assim, não deixe de ver a lua, de notar as estrelas, e de se maravilhar com elas.

Não deixe de estar de corpo e alma com quem você ama; não deixe de observar a natureza, e escutar o que ela sempre tem a lhe dizer.
 
 
Redação do Momento Espírita.