quinta-feira, 11 de novembro de 2010

"Chico nos ensina"

“A depressão pede o remédio do trabalho; a pessoa triste necessita ser motivada para as pequeninas tarefas que consiga executar... Na depressão, o médico pode ajudar muito, mas, se o deprimido não estiver disposto a se ajudar... Quem sofre de depressão deve fugir da cama, do sofá... Faça qualquer coisa, ore, tenha confiança em Deus. Não pense em morrer! A vida está em toda parte. Somos filhos de Deus e estamos melhorando. Às vezes, a alegria que está nos faltando é justamente a alegria que devemos aos outros... Não sei dizer quantas vezes eu vim para a reunião com uma certa tristeza... Ouvindo a dor de tanta gente, a minha era insignificante. Quantos pais perdem os filhos e tem que continuar, não é mesmo?... Eu não posso ficar parado.
 Felicidade completa ninguém precisa esperar, paz definitiva
eu nunca pude ver, nem os espíritos que se comunicam conosco...
 Ora, vamos nos aceitar como somos e prosseguir com muita fé em Deus”.




         Extraido do livro-Momentos com Chico

terça-feira, 9 de novembro de 2010

"PALAVRAS de CHICO XAVIER"

“No mundo Espiritual, muita gente vai se surpreender... Lá, não seremos identificados pela importância, ou melhor, pela nossa suposta importância no mundo... Os espíritos nem ligam para a gente: estão ocupados, cuidando da sua própria evolução... Se pudermos acompanhá-los... Caso contrário, vamos nos sentir profundamente decepcionados. Gente há que desencarna imaginando que as portas do Mundo Espiritual irão se lhes escancarar... Ledo engano! Ninguém quer saber o que fomos, o que possuíamos, que cargo ocupávamos no mundo. O que conta é a luz que cada um já tenha conseguido fazer brilhar em si mesmo. Esse negócio de ter sido fulano de tal interessa à consciência de quem foi e, na maioria das vezes, se complicou... Os espíritos são indiferentes a essas coisas, quase frios aos rótulos que supervalorizamos e ao convencionalismo – coisas que nos fazem supor o que não somos...”

Extraido do livro-Momentos com Chico

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

` "PROSA com CHICO"

"Outra tarde, ainda no "Abacateiro", Chico comentou rapidamente ao final da reunião:
-É apenas uma frase que o nosso Emmanuel, presente, nos recomenda a atenção, quando Jesus disse: "Vinde a mim todos vós que estais fatigados, que eu vos aliviarei..." É uma promessa que não envolve nenhum sentido de prodígio ou de suposto milagre. "Vinde a mim"!... Não cogita da procedência dos viajores... Se eram bons, se eram maus querendo ficar bons, se eram meio bons... A marcha não ia parar... "Vinde a mim"!... Não coloca um ponto final em sua marcha própria, não promete também retirar a carga de ninguém - promete que nos aliviaria para continuarmos a marcha... Aliviaria, para quê?! Para continuar o serviço, para continuar a tarefa... Esta frase é muito importante para nossa meditação. "Vinde a mim"!... Seja a nossa situação qual for...

"Um amigo estava com grave problema na perna. Já se submetera a diversas cirurgias, sem sucesso. Temia pela amputação... Casado, pai de vários filhos, preocupava-se com a situação da família. Em desespero, solicitou de um companheiro que fizesse, por ele, uma consulta a Chico Xavier. Depois de, em silêncio, escutar o relato que lhe era feito, certamente sob a inspiração dos Benfeitores Espirituais que o assessoram, o médium orientou:
-Diga ao nosso irmão que, de fato, o problema dele é grave, é grave mas não é sem esperança... Às vezes, podemos trocar a dor pelo trabalho...
Desnecessário dizer que, dedicando-se com mais afinco às atividades da Doutrina, o nosso amigo ficou completamente restabelecido".

Extraido do livro Momentos com Chico


quarta-feira, 3 de novembro de 2010

"Ensinamentos de Chico Xavier"

Se nós formos a um hospital de vez em quando, vamos ver o saldo da bênção que temos a cada dia – a bênção de nos levantarmos para o trabalho, o cérebro com o possível discernimento, a bênção de estudarmos os problemas da vida, das afeições de que dispomos, a bênção do lar, dos amigos.. Estamos aqui reunidos, pessoas de procedências diversas, pessoas que nós não conhecemos intimamente, entretanto estamos unidos na mesma vibração de fé, de esperança, buscando entender a nossa vida através da palavra de Jesus, que a Doutrina Espírita nos oferece (...) sentimos fome de conhecimento... Sem paciência, estamos suscetíveis de reações infelizes, atitudes pouco recomendadas (...) Nós todos estamos aqui recebendo uma bênção – a bênção da fé nos Planos Superiores que nos regem, para tentar compreender esta vida... Vamos agradecer de todo o coração, sem qualquer disposição de crítica ou azedume perante as pequenas alfinetadas que possam surgir em nosso prejuízo no dia-a-dia (...) nos inclinemos um pouco para recolher a bondade de Deus de mil modos em nosso favor... Precisamos mais paciência com nós mesmos, sem a possibilidade de nos elevarmos de um dia para outro; aceitar os nossos erros, as críticas, entendendo que, de fato, nós podemos errar... Precisamos dar graças à Providência Divina por encontrarmos amigos que nos advirtam, para que cheguemos a um conhecimento mais seguro sobre nós mesmos, A paciência não é uma atitude apenas com o plano externo da vida, mas com nós mesmos, para que não venhamos a sofrer desânimo dos nossos ideais. Estejamos com a paciência, tanto quanto a paciência de Deus está permanentemente conosco...”

Extraido do livro-momentos com Chico

terça-feira, 2 de novembro de 2010

O Dia dos Mortos
 

O dia de comemoração dos mortos tem alguma coisa de mais solene para os Espíritos? Preparam-se eles para visitar os que vão orar sobre os túmulos?

— Os Espíritos atendem ao chamado do pensamento, nesse dia como nos outros.

Esse é para eles um dia de reunião junto às sepulturas?

— Reúnem-se em maior número nesse dia, porque maior é o número de pessoas que os chamam. Mas cada um só comparece em atenção aos seus amigos, e não pela multidão dos indiferentes.

Sob que forma comparecem e como seriam vistos, se pudessem tornar-se visíveis?

— Aquela pela qual eram conhecidos em vida.

Os Espíritos são sensíveis à saudade dos que os amavam na Terra?

— Muito mais do que podeis julgar. Essa lembrança aumenta-lhes a felicidade, se são felizes, e se são infelizes, serve-lhes de alívio.

A visita ao túmulo proporciona mais satisfação ao Espírito do que uma prece feita em sua intenção?

— A visita ao túmulo é uma maneira de se manifestar que se pensa no Espírito ausente: é a exteriorização desse fato. Eu já vos disse que é a prece que santifica o ato de lembrar; pouco importa o lugar, se a lembrança é ditada pelo coração.

A alma que volta à vida espiritual é sensível às honras que tributam aos seus despojos mortais?

— Quando o Espírito já chegou a um certo grau de perfeição, não tem mais vaidade terrestre e compreende a futilidade de todas as coisas. Sabeis porém, que, frequentemente, há Espíritos que, no primeiro momento da morte, gozam de grande satisfação com as honras que lhes tributam, ou se desgostam com o abandono a que lançam o seu envoltório, pois conservam ainda alguns preconceitos deste mundo.

O respeito instintivo do homem pelos mortos, em todos os tempos e entre todos os povos, é um efeito da intuição da existência futura?

— É a sua consequência natural. Sem ela, esse respeito não teria sentido.

Trechos retirados do “Livro dos Espíritos” - Allan Kardec
(Livro Segundo – Cap. 6 – Item IX)

domingo, 31 de outubro de 2010

Auxílio espiritual para os animais
 


Amigos, a postagem de hoje visa divulgar alguns locais que realizam trabalhos de auxílio espiritual (presenciais e à distância) para os animais:

- A ASSEAMA (Associação Espírita Amigos dos animais) é um centro espírita totalmente voltado para a espiritualidade dos animais. Possui atividades de assistência espiritual aos animais (passes) e assistência espiritual aos tutores (“donos” dos animais). Oferece também cursos, palestras e realiza eventos diversos. O centro está localizado em São Paulo (Tucuruvi), mas aqueles que não moram na cidade também podem contar com assistência espiritual à distância. Para conhecer melhor as atividades da Asseama, visitem o site: http://www.asseama.com.br/

- O Centro Espírita Luz da Esperança de São Francisco de Assis (CELE), localizado em Porto Alegre – RS, realiza um trabalho de atendimento espiritual à distância destinado aos animais. Para quem tiver interesse: CLIQUE AQUI.

- O Grupo Fraternal Francisco de Assis (GFFA), localizado em São Bernardo do Campo – SP, realiza o “tratamento espiritual aos irmãos menores animais e seus tutores”. Este tratamento é presencial. Para saber mais sobre as atividades da casa, visitem o site: http://www.gffa.org.br/.

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“No socorro aos animais doentes, usar os recursos terapêuticos possíveis, sem desprezar mesmo aqueles de natureza mediúnica que aplique a seu favor. A luz do bem deve fulgir em todos os planos.” (Livro: Conduta Espírita – Autor Espiritual: André Luiz – Psicografia: Waldo Vieira – Capítulo: 33)

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“... Recebei como obrigação sagrada o dever de amparar os animais na escala progressiva de suas posições variadas no planeta. Estendei até eles a vossa concepção de solidariedade...” (Livro: Emmanuel - Autor espiritual: Emmanuel - Psicografia: Francisco Cândido Xavier - Capítulo: Sobre os Animais.)

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quarta-feira, 27 de outubro de 2010

"IMPIEDADE"

A falta de piedade e de indulgência na apreciação do comportamento dos outros, tem causado infelicidade e desgosto na vida de muitas pessoas.

Um dia desses uma senhora narrava o seu desconforto, quando percebia os comentários ácidos a seu respeito, quando ela e o marido buscavam os primeiros lugares para se sentar, nos eventos de que participavam.

Ela, uma senhora muito jovial, sempre sorridente, simpática e cordial, é portadora de uma deficiência auditiva grave.

Mesmo com a ajuda dos aparelhos precisa da leitura labial para entender o que as pessoas falam.

É esse o motivo pelo qual sempre busca os primeiros lugares, e o esposo lhe faz companhia.

Na tentativa de evitar os comentários maldosos, ela costumava se justificar, sempre que havia alguém por perto, quando ia se sentar na primeira fila.

Com o passar do tempo, notou que não bastava dar satisfação a uns, pois sempre restava alguém para comentar maldosamente a sua atitude.

Como o casal se tornou conhecido em muitos dos lugares que freqüenta, é comum encontrar duas poltronas reservadas, bem à frente, para se sentar. E isso incomoda os impiedosos de plantão.

Mais uma vez temos que dar razão a Jesus, quando recomendou o não julgueis.

Quem desconhece todos os porquês das atitudes de cada pessoa, e estabelece julgamentos precipitados e maldosos, acaba agindo com impiedade e injustiça.

Foi o que ocorreu com uma jovem cantora, portadora de deficiência visual, que se apresentava num restaurante.

Um cliente, que simpatizou com a moça, passou a fazer gestos de aprovação e a lhe mostrar, vez ou outra, um copo com bebida, oferecendo-lhe um drinque.

Como a moça não demonstrava nenhum sinal de interesse ou agradecimento, ao final da apresentação ele foi até o palco e despejou um copo de bebida com pedras de gelo sobre os pés da cantora, e falou: "Isto é para você deixar de ser mal-educada e indiferente aos meus galanteios!"

A moça, que não sabia o que estava acontecendo, saiu tateando, assustada, em busca de alguém que a ajudasse a entender a situação.

E o rapaz, só depois do vexame, se deu conta de que a cantora não era mal-educada, nem indiferente, apenas não podia vê-lo.

Casos como esses nos levam a refletir sobre como somos impiedosos ao julgar indivíduos que desconhecemos.

Não seria mais justo e coerente não julgar?

E o que é mais lamentável é que mesmo percebendo que fomos injustos e impiedosos, dificilmente pedimos desculpas.

A consciência nos acusa, mas o orgulho nos impede o gesto de humildade.

E o orgulhoso sofre mais, não há dúvida. Ele prefere a autopunição, com enfermidades variadas, a um pedido sincero de perdão.

É mais fácil para o orgulhoso amargar uma doença, causada pela consciência de culpa, do que reconhecer que falhou na apreciação de pessoas ou situações.

E como a consciência nos acompanha dia e noite, e não podemos fazê-la calar-se, é preciso ouvi-la com mais atenção.

***

Procure observar o mundo com olhos de fraternidade, de piedade, de compaixão.

Considere que as aparências podem nos enganar, muitas e muitas vezes.

Para construir um mundo onde a felicidade esteja mais presente, é preciso corrigir o nosso olhar e a nossa forma de apreciação de pessoas e situações.

Pensemos nisso, sempre que a tentação de julgar os outros se apresentar.
 


 
Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita, com base em situações reais.