sábado, 26 de fevereiro de 2011

QUANDO DEUS CRIOU AS MÃES

Diz uma lenda que o dia em que o bom Deus criou as mães, um mensageiro se acercou Dele e Lhe perguntou o porquê de tanto zelo com aquela criação.
Em quê, afinal de contas, ela era tão especial?
O bondoso e paciente Pai de todos nós lhe explicou que aquela mulher teria o papel de mãe, pelo que merecia especial cuidado.
Ela deveria ter um beijo que tivesse o dom de curar qualquer coisa, desde leves machucados até namoro terminado.
Deveria ser dotada de mãos hábeis e ligeiras que agissem depressa preparando o lanche do filho, enquanto mexesse nas panelas para que o almoço não queimasse.
Que tivesse noções básicas de enfermagem e fosse catedrática em medicina da alma. Que aplicasse curativos nos ferimentos do corpo e colocasse bálsamo nas chagas da alma ferida e magoada.
Mãos que soubessem acarinhar, mas que fossem firmes para transmitir segurança ao filho de passos vacilantes. Mãos que soubessem transformar um pedaço de tecido, quase insignificante, numa roupa especial para a festinha da escola.
Por ser mãe deveria ser dotada de muitos pares de olhos. Um par para ver através de portas fechadas, para aqueles momentos em que se perguntasse o que é que as crianças estão tramando no quarto fechado.
Outro para ver o que não deveria, mas precisa saber e, naturalmente, olhos normais para fitar com doçura uma criança em apuros e lhe dizer: Eu te compreendo. Não tenhas medo. Eu te amo, mesmo sem dizer nenhuma palavra.
O modelo de mãe deveria ser dotado ainda da capacidade de convencer uma criança de nove anos a tomar banho, uma de cinco a escovar os dentes e dormir, quando está na hora.
Um modelo delicado, com certeza, mas resistente, capaz de resistir ao vendaval da adversidade e proteger os filhos.
De superar a própria enfermidade em benefício dos seus amados e de alimentar uma família com o pão do amor.
Uma mulher com capacidade de pensar e fazer acordos com as mais diversas faixas de idade.
Uma mulher com capacidade de derramar lágrimas de saudade e de dor mas, ainda assim, insistir para que o filho parta em busca do que lhe constitua a felicidade ou signifique seu progresso maior.
Uma mulher com lágrimas especiais para os dias da alegria e os da tristeza, para as horas de desapontamento e de solidão.
Uma mulher de lábios ternos, que soubesse cantar canções de ninar para os bebês e tivesse sempre as palavras certas para o filho arrependido pelas tolices feitas.
Lábios que soubessem falar de Deus, do Universo e do amor. Que cantassem poemas de exaltação à beleza da paisagem e aos encantos da vida.
Uma mulher. Uma mãe.
*   *   *
Ser mãe é missão de graves responsabilidades e de subida honra. É gozar do privilégio de receber nos braços Espíritos do Senhor e conduzi-los ao bem.
Enquanto haja mães na Terra, Deus estará abençoando o homem com a oportunidade de alcançar a meta da perfeição que lhe cabe, porque a mãe é a mão que conduz, o anjo que vela, a mulher que ora, na esperança de que os seus filhos alcancem felicidade e paz.
Redação do Momento Espírita.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

"IMPACIÊNCIA"

Nos momentos de impaciência, recorde-se da paciência inesgotável que DEUS tem conosco.
Nos momentos de impaciência,lembre-se da paciência ilimitada que JESUS tem com a humanidade.
Nos momentos de impaciência,não olvide a paciência interminável que os espíritos protetores tem com você.
Desta maneira, nada justifica sua impaciência com as pessoas.
Da mesma maneira que o doente em estado grave não pode se dar ao luxo de escolher o médico de sua preferência, você também, na condição de doente da alma, não se pode dar o luxo de ser impaciente com ninguém , já que muitos, ao seu redor, suportam com paciência suas crises e seus caprichos.
Pense.....
Na paciência da esposa frente às manias do marido.
Na paciência do marido frente aos ciúmes doentio da esposa.
Na paciência do filho com o pai idoso.
Como vê, todos necessitamos ser pacientes uns com os outros, porque não existem ninguém que não necessite da paciência alheia em relação a si mesmo.


PENSE NISSO!!!!!


Alma Aprendiz

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

"A Lição da Esperança"

                

Manuel Bandeira, o respeitado poeta brasileiro, se expressou de forma sincera: “Como dói viver quando falta a esperança”.

A falta de esperança predispõe ao suicídio. Os deprimidos graves atentam contra a própria vida pelo sentimento de desesperança.

Dante Alighieri colocou os suicidas no centro do inferno, por terem cometido o maior de todos os pecados, a perda da esperança.

Certo sacerdote católico nos disse que considerava a esperança uma virtude maior do que a fé. Justificou sua opinião assim: “Muitos suicidas têm fé, pois em carta endereçada aos pais falam em Deus e pedem perdão. O que eles perderam é a esperança.”

O apóstolo Paulo, ao apresentar aos cristãos de sua época as três virtudes que ele considerava as mais importantes, colocou a esperança ao lado da fé e da caridade.

O cristão sincero jamais desanima, combate a desesperança e o tédio com rigor e não aceita “entregar os pontos” ou “jogar a toalha”.

A história das irmãs Mariana e Ana Maria de Castro, de 26 anos, residentes em Manaus, fala por si mesma. As gêmeas amazonenses ficaram 24 anos sem andar e sem falar por causa de uma doença neurológica que se manifestou quando as duas tinham dois anos de idade, após uma febre muito alta e convulsão. Elas viveram, todos esses anos, deitadas e para se comunicar com a mãe elas piscavam os olhos. O diagnóstico feito à época era de paralisia cerebral.

A família é humilde e mora num bairro pobre de Manaus. Sobrevivem da aposentadoria de uma delas. A mãe é analfabeta e lava roupa para fora para ganhar um dinheiro extra que serve para a manutenção da casa e compra de alimentos.

Há dois anos, elas foram examinadas por uma nova equipe de neurologistas e levantou-se uma nova possibilidade diagnóstica, uma doença caracterizada pela falta de dopamina no cérebro. Elas foram então medicadas com drogas usadas no tratamento da doença de Parkinson, que agem aumentando os níveis cerebrais de dopamina, e para surpresa geral voltaram a falar e andar.

Dona Socorro, a mãe das meninas, declarou que essa foi uma das maiores emoções de sua vida, ver as filhas andando e se alimentando sozinhas.

A ciência, às vezes, realiza também seus milagres. Mas o maior de todos os milagres é a disposição interior de confiança e perseverança. Deus vela por nós e na hora certa a sua presença se manifesta
                      ( Ricardo Baesso de Oliveira )


sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

"VIVER"

Cada qual de nós, seja onde for, está sempre construindo a vida que deseja.
Existência é a soma de tudo o que fizemos de nós até hoje.
Toda melhoria que realizarmos em nós, é melhoria na estrada que somos chamados a percorrer.
Toda idéia que você venha a aceitar influenciará seu espírito; escolha os pensamentos do bem para orientar-lhe o caminho e o bem transformará sua vida numa cachoeira de bênçãos.
Se você cometeu algum erro não se detenha para lamentar-se; raciocine sobre o assunto e retifique a falha havida porque somente assim, a existência lhe converterá o erro em lição.
Muito difícil viver bem se não aprendemos a conviver.
A vida por fora de nós é a imagem daquilo que emsomos por dentro.
Viver é lei da natureza, mas a vida pessoal é a obra de cada um.
Toda vez que criticamos a experiência dos outros, estamos apontando em nós mesmos os pontos fracos que precisamos emendar em nossas próprias experiências.
Seu ideal é o seu caminho, tanto quanto seu trabalho é você.
ANDRÉ LUIZ (Respostas da Vida, cap.15)

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Era ainda madrugada, quase dia, o vento amornava ao calor suave do sol que surgia e no ar pairavam perfumes a lembrar que a noite, esta dama bela, por ali havia passado.
Era de manhã, quando em mim surgiu o desejo ardente de Te procurar.
Era primavera em meu coração; as flores abriam-se como as janelas das mansardas humildes ou como as portas largas das mansões suntuosas. Colibris colhiam o pólen e abelhas embriagavam-se, tontas de beleza. Aves chilreavam hinos de alegria e os arroios murmuravam segredos enquanto as nuvens espreitavam tímidas o rigor do sol.
Era dia alto quando em mim surgiu o desejo ardente de Te procurar.
Vibravam no ar as notas de uma canção singela e a voz dolente do cantor fazia-se ouvir, melodiosa e clara. Da terra ardente subiam ricos odores, confundindo os colibris, perturbando as abelhas e silenciando o arroio.
Era tarde, bem mais tarde e em mim surgiu o de- sejo ardente de Te procurar.
Da montanha distante chegava sorrateira a lua de prata e a dama negra, com estrelas no cabelo, novamente no céu apontou.
Estendi a coberta no chão de terra, esquecendo o desejo de Te procurar e adormeci. Por dias e noites a fio, vi surgir o sol e esconder-se a lua, cantar os pássaros, chorar o cantor na melodia. Por dias e noites deixei adormecer em mim a ânsia por Ti.
Mas hoje a Tua voz elevou-se, quebrando o lamento da canção. Hoje teu brilho, mais forte que o sol, afastou, sem receios, as nuvens da minha indecisão e eu Te vi. De safiras são os teus olhos, de cobre os teus cabelos, de marfim as tuas mãos e de amor é feito o teu coração. Em mim o desejo de Ti fez-se realidade, afugentando o sono que me enleava a alma, e saí à Tua procura.
Estavas em toda a parte.
Eras o pólen sedutor ou o colibri seduzido? Estavas entre as abelhas ou eras o perfume embriagador?
Era o arroio que murmurava ou eras Tu que sorrias a ciciar meu nome? Eras o cantor ou a melodia? Eras a noite ou eras o dia?
Fiz-me devoto ajoelhando-me aos Teus pés, sem querer saber Teu nome ou quem eras, sabendo apenasque sem Ti eu não mais poderia viver, porque Tu és a Vida e eu faço parte de Ti.
Tagore

sábado, 29 de janeiro de 2011

"VIVEI EM PAZ"


Mantém-te em paz.
É provável que os outros te guerreiem gratuitamente, hostilizando-te a maneira de viver; entretanto, podes avançar em teu roteiro, sem guerrear a ninguém.
Para isso, contudo - para que a tranquilidade te banhe o pensamento -, é necessário que a compaixão e a bondade te sigam todos os passos.
Assume contigo mesmo o compromisso de evitar a exasperação.
Junto da serenidade, poderás analisar cada acontecimento e cada pessoa no lugar e na posição que lhes dizem respeito.
Repara, carinhosamente, os que te procuram no caminho...
Todos os que surgem, aflitos ou desesperados, coléricos ou desabridos, trazem chagas ou ilusões. Prisioneiros da vaidade ou da ignorância, não souberam tolerar a luz da verdade e clamam irritadiços... Unge-te de piedade e penetra-lhes os recessos do ser, e identificarás em todos eles crianças espirituais que se sentem ultrajadas ou contundidas.
Uns acusam, outros choram.
Ajuda-os, enquanto podes.
Pacificando-lhes a alma, harmonizarás, ainda mais, a tua vida.
Aprendamos a compreender cada mente em seu problema.
Recorda-te de que a Natureza, sempre divina em seus fundamentos, respeita a lei do equilíbrio e conserva-a sem cessar.
Ainda mesmo quando os homens se mostram desvairados, nos conflitos abertos, a Terra é sempre firme e o Sol fulgura sempre.
Viver de qualquer modo é de todos, mas viver em paz consigo mesmo é serviço de poucos.

Emmanuel
Livro: Fonte Viva – Psicografia: Chico Xavier

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

CHICO XAVIER- Responde

 Espíritos Amigos dizem, comumente, que precisamos de uma reformulação na Terra, dos nossos assuntos de ordem familiar. Não devemos constranger nossos filhos a sofrerem processos de violência, de nossa parte, tanto quanto aos nossos filhos não devem criar semelhantes problemas para nós, quando assumimos os compromissos de pais na Terra. O impositivo de proteção à infância, no período mais terno da reencarnação, é assunto de importância fundamental para a educação do espírito que se reencarna na Terra. Não podemos desprezar a infância, em tempo algum, porque a infância levará para a frente o retrato de nossa própria conduta para com ela. E se abandonamos a criança exigindo, de futuro, que em plena mocidade, obedeça à força, o assunto se faz muito difícil. Necessário que os pais conversem mais cordialmente com os seus filhos no clima da harmonia doméstica, dentro da própria casa e nunca adiar essas conversações para tempos de desastre sentimental. Freqüentemente, os pais não se sentam com os filhos para um entendimento afável, para uma conversação mais doce, para que o intercâmbio da amizade se processe, para que o amor realize a sua Obra Divina nos corações, e bastas vezes, assumem atitudes atormentadas, quando os filhos ou as filhas mais jovens adquirem dificuldades ou problemas íntimos para a solução dos quais eles, os pais, não os preparam. Precisamos agora, mormente na atualidade quando se opera vasta revisão de valores doméstico, familiares e sociais da prática de um amor sem limites, de uma tolerância imensa, - de nós todos, de uns para com os outros, - para que atinjamos um acordo geral de rearmonização e, então iniciar uma era nova, em que a criança receba realmente aquele amparo de que necessite e a que tem direito, para que nunca venhamos a condenar indebitamente, os mais jovens.


Revista espirita